John Irish (As aventuras do capitão)

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John Irish (As aventuras do capitão)

Mensagem por tuts em Dom Maio 30, 2010 12:12 am

Para aqueles que gostaram da minha história, tenho boas notícias. Se quiserem reler a primeira parte...


Oque faria se tudo que você gostasse não existisse?
Se nada fosse real?
Um mundo feito de eternas ilusões?
_______________________________________________

Chovia, a bordo do The King Of The Sea, John e sua tripulação, navegavam se rumo.
Estávamos todos jogados no convés do navio, se ouvia apenas o som inquietante das ondas do mar, ondas feroses, inacabáveis.
3 dias e 3 noites sem comer, poderíamos sim comer uns aos outros, oque havia de errado? era carne, afinal, estavamos passando fome, ninguem em pé, todos se olhavam, tentando talvez, falar algumas palavras, sentado, quse sem forças estava o capitão, ainda seurando o leme, afinal, um capitão não abandona seu navio.
A morte era certa, nenhum de nós tinha dúvida.
A questão era, onde morreríamos, como e quando.

Capitulo 2



A tempestade tinha acabado, o sol abria, mas não mudava o fato de que estavam todos a beira da morte.
De repente, Carl, o homem sem pescoço, retira suas ultimas forças, e grita do alto do mastro:
-Terra! Terra a vista!
Então todos levantaram, retiraram do fundo, um feiche de vontade, podia-se ver sorrisos cariados e amarelos, afinal, estávamos salvos, navegávamos rumo a salvação.
Simon Teers, ocupava o cargo mais importante depois do meu, claro.
Homem de confiança, perguntou:
-Ordens Capitão?
-Mantenha os homens alerta, pelo menos oque os resta de força, esta pequena ilha é a nossa única salvação.

Capítulo 3


Estávamos todos anciosos, afinal, ninguem conhecia aquela ilha.
O céu estava limpo, nenhuma nuvem, a luz do sol refletia na água límpida, uma imagem que qualquer um diria que fosse o paraíso, mas ninguem sabia quem, ou oque habitava aquela ilha.
-Recolher velas! Soltar âncora! Simon, prepare os botes. Larry, você...é...
fique aí sentado e não atrapalhe ninguem.
Larry era um ser diferente dos outros piratas, não tinha aquela feição brutal e ameaçadora, ele não queria parte das riquezas, apenas um lugar pra morar, era idiota, retardado, concordemos que a maioria da tripulaçao tinha problemas mentais, normal, mas Larry era o pior.
Metade da tripulaçao adentou nas matas escuras da ilha, a outra metade ficou para cuidar do navio.
Podia se ouvir o canto dos pássaros, a floresta era densa, andávamos cortando os arbustos que estavam em nossa frente, não havia sinal de vida naquela ilha.
-É capitão! achamos uma ilha só pra gente!
-Larry!?!? Oque você faz aqui?!? Tire a mão do meu ombro e va la pra trás!
Ouviu-se algo se movendo na mata.
-Silêncio!

Capítulo 4


Um porco do mato sai de trás dos arbusto, um tiro.
- O jantar; disse.
Depois de caminharmos alguns minutos, percebemos uma clareira no meio da floresta, engatilhei minha arma, nos deparamos com uma espécie de ritual, uma imensa rocha em forma de uma cabeça de macaco, aparentemente 5 metros de altura, no centro, uma fogueira, ainda acesa, e ao redor, no que poderíamos chamar de círculos, "tótens" em forma de rocha, Atrás da esquisito monumento, uma montanha, inabitada.
Passaram-sem alguns minutos e continuávamos a observar o macaco, mas nenhum sinal de vida.
-Parece que alguem gosta de bananas por aqui. Falei
-Bananas! Onde?!?!
-Quieto Larry! Ou o jogarei na fogueira!
-Tripulação, faremos uma busca,procurem qualquer tipo de riquesas, e comida principalmente
Metade do grupo foi em busca de mantimentos, o resto, permaneceu no local. Eu, Simon, Michael e Alexander, gêmios, ninguem sabe como os dois foram parar no navio, só sabemos que são bons piratas e que são leais a mim.
-Olhem uma caverna! - Gritou Simon.

Capítulo 5


Todos ficaram curiosos para ver oque havia lá dentro, era um caminho estreito, passava uma pessoa de cada vez,
-Acendam as tochas - Gritei
Uma nuvem de morcegos veio ao nosso encontro. Todos cairam no chão.
-Malditos Pássaros do inferno! - Clamou Simon
-Não são pássaros marujo, são morcegos. - Falei
-Malditos animais do inferno! - Falou Simon
Depois do imprevisto, continuamos a caminhada, Avistamos uma luz. Larry correu, tropeçou logo a minha frente, caiu.
-Larry seu idiota, quem mandou você vir?! - Falei
-Me esqueceram lá fora com o macaco.
- Tá, tá fique quieto então
Chegamos a uma sala pouco iluminada, algumas tochas, estantes cheias de livros, uma mesa ao centro com apenas uma cadeira.
-Marujos, não mecham em nada, pode ser uma armadilha.
Continuamos a observar a sala.
-Larry não mecha nisso!
Ele retirou um livro da estante, o livro dizia "A minha vida"
-Como eles sabem da minha vida capitão? - Disse Larry
-Idiota! - Falei
Neste momento, tudo começou a tremer, tudo ia desabar.
-Salvem suas vidas! - Falei
Todos em pânico corriam, para tentar salvar suas vidas.
Depois do susto todos deitaram, aliviados, na grama, fora da caverna destruída.
-Deixe-me ver este livro seu inútil! - Gritei
Quando abri o livro e li, escrito pelo próprio Thomas Brook, desabei no chão, perplexo.

Capítulo 6


Passaram-sem alguns minutos de silêncio, e eu me recompuz do choque.
-Oque foi capitão? - Disse Simon
-Nada, nada. Vamos sair daqui e rápido.
Deixamos de lado o macaco gigante e voltamos ao navio, ás pressas.
-Estão todos aqui? - Falei.
-Sim capitão!
-Pegaram os suprimentos? - Falei
-Sim capitão!
-Iremos para o leste. Estarei em minha sala. - Falei
-O capitão voltou estranho depois que encontrou aquele tal livro - Disse Alexander
-É, oque será que tem naquele livro? -Falou Michael
-Oque será que ele está escondendo da gente? -Disse Bill, o homem sem pescoço.
Organizava-se um motim.
-Capitão! Acho melhor o sr. vir aqui! - Gritou Simon[/i]

Capítulo 7

E então, saí da minha sala, todos tinham se reunidos em frente a mesma, olhei para os lados, e confirmei, a tripulação se organizava contra mim. Então bati o pé direito com força no chão.
-Silêncio! - Esbravejei
Tudo tremeu, silêncio...
-Escutem seus pequenos traidores, é por isso que estavam se organizando contra mim? - Disse
Saquei o livro e bati e minhas mãos.
-Querem mesmo saber? Este é o diário de Thomas Brook. Vocês não devem saber quem é, estou certo? - Grite
Não ouvi uma palavra sequer.
-Thomas Brook foi um grande pirata, era um homem encrível, de uma inteligência incalculável. Certo dia ele encontrou um tesouro, e alguns pergaminhos, estes pergaminhos diziam que havia uma estatueta que garantia ao dono, a vida eterna, Thomas foi tratado como louco, desprezaram seus conhecimentos, e o seu tesouro, que ele mesmo batizou como O Tesouro De Thomas Brook. E este diário, conta a vida dele, e onde encontrar este tesouro. - Disse, dessa vez, mais calmo
Novamente, nenhuma resposta, apenas feições de arrependimento em todos os tripulantes.
-Continuando, esta estatueta, fica em uma sala, rodeada de tesouros, e guardada por perigos que eu ainda desconheço. - Falei
Ficaram todos mudos.
-Alguma objeção? Estarei em minha sala.
Depois de alguns minutos de silêncio, dentro da minha sala, podia-se ouvir gritos de "ficaremos ricos!", Larry bateu a minha porta
-Entre! - Falei.
-Capitão? Aquilo tudo é verdade?
-Sim, Larry - Respondi, olhando alguns papeis
-Nossa capitão, mais uma aventura hein! Vamos ficar ricos! Dessa vez não vamos passar fome em alto mar. Com tantas aventuras assim o sr. poderia até escrever um livro que nem aqueles ingleses bacanas!
-Quieto! Como você é inútil marujo! Piratas não escrevem livros! apenas pilham, matam e se divertem com mulheres, mas se você for um bom pirata, talvez você seja lembrado... - Falei enquanto andava pelo navio
Paramos na proa. O vento balançava os longos cabelos de Larry, ele sonhava, sua mente era um mistério.
- Eu não gosto muito de ler, mas daria um bom livro, As Aventuras de John Irish, e o tesouro de Thomas Brook...

Capítulo 8


Minutos de silêncio...Olhei para Larry, aquilo realmente tinha valor pra ele, resolvi dar uma pequena ajuda a ele, afinal o pobre coitado não tinha nada na vida.
-É marujo, quem sabe um dia você não faz grandes feitos e fica conhecido como um grande pirata? - Falei
Seus olhos se encheram de lágrimas.
-Agora chega desse momento sentimental, e volte ao trabalho. - Falei, indo em direção a minha sala
-Mas capitão! Eu não tenho um trabalho! -Disse Larry
-Ham...vá limpar o chão! - Falei
Caminhei até o leme, Simon estava lá.
-Simon, seguiremos até a baia dos coqueirais, lá nos reabasteceremos, depois seguiremos viagem em busca do tesouro. - Falei
-Em que ilha fica este tesouro capitão? - Disse Simon
-Triangulo das Bermudas. - Respondi com um tom sonhador e ganancioso.
-Mas capitão, o Triângulo das Bermudas é...
A fala de Simon foi interrompida por um grito de Michael, que estava no mastro.
-Navio Inglês!!! Navio Inglês!!
-Malditos ingleses!! - Falei
-Agora é a hora da diversão! - Gritou Simon
-Bucaneiros! Aos seus postos! Homens preparar para o ataque! Larry! não atrapalhe em nada!
Engatilhei a minha arma[/i]

Capítulo 9



-Homens!! Vamos acabar com estes estúpidos ingleses! Oque me dizem??? - Gritei
E em resposta, todos gritaram, em um tom de concordância.
-AAAAAAAAAAAAHHHHHH
O navio inglês se aproximava, e então todos jogaram cordas para entrar no navio inimigo, mas não tinha ninguem no navio, ninguem vivo, corpos espalhados pelo chão, ensagüentados, todos mortos, por quem? Ninguem sabia, era um navio espanhol, e não inglês como se falara, provavelmente um ataque pirata, mas oque me parecia estranho era que, nao afundaram o navio, apenas saquearam.
-Vamos embora daqui, chegamos tarde demais - Disse
-Alarme falso nao é capitão? - Falou Larry
-Você quer passar algumas horinhas com Willy, o caolho?** Quer?! - Respondi
-Não capitão!Me desculpe! - Disse Larry
Voltamos ao The King Of The Sea
-Capitão! Estamos próximos do arquipélago dos coqueirais
-Certo. Arquipélago não, baia, baia!
Continuei a ler o diário de Thomas, para saber mais sobre o tesouro, foi aí que eu encontrei...



**Qualquer semelhança com a realidade, é mera coincidência

Capítulo 10


"Depois que todos me ridicularizaram, guardei o meu tesouro em uma ilha no Triângulo das bermudas, afinal, do que adiantaria viver eternamente, se esta deposto como louco. Fui abandonado pela minha própria tripução e hoje o meu navio 7 Mares está almaldiçoado, ninguem chegará aquela ilha sem antes destruir o meu navio, o que é impossivel."
Dizia o diário
-Nossa... - Falei em um tom de desprezo
"Para impedir que outros homens sem escrúpulos tomem posse do meu tesouro, existem seres que um ser humano é incapaz de ferir...Aquilo que se guarda acima de tudo é o que ninguem pode atingir, mas a chave está mais embaixo.
- Que diabo de ditado é esse!?!? Este ser é péssimo para escrever ditados!! Como se espera achar um tesouro desse jeito?!? Não tem nem um mapa com um "X"!! - Gritei
Simon ouviu a conversa em quanto passava em frente a minha sala
-Diario demoníaco!! Vão pro inferno! Você, Thomas, e seus ditados!
Olhei para a porta, Simon estava em estado de choque, não entendera nada, sua feição mudou de uma hora para outra, agora seu rosto era desesperador, Simon veio em minha direção como um touro, correra, pulou em cima da mesa.
-O capitão está possuido!!
Pulou com seus 80 kg em cima de mim
-Eu te salvarei capitão!
Em segundos a tripulaçao toda ja estava em minha porta. Larry ja se afogava em lágrimas
-Ó não, o que será de nós agora! O capitão está possuído!
Simon dera-me um tapa, devolvi o seu gesto carinhoso com um soco cruzado, Simon dera um mortal de costas em pleno ar e caiu de costas no chão. Levantei furioso
-Não estou possuído!! Estou apenas com raiva!
Simon ainda não se recuperara do choque, movia os olhos para o lado, e para o outro, soltou algumas palavras.
-Desculpe capitão
-Eu entendo Simon - Apesar da brutalidade, foi um gesto nobre
-Obrigado capitão - Respondeu Simon
-Acabou a festa marujos, voltem ao trabalho, e pare de chorar Larry.
Todos voltaram ao trabalho, não fui diferente...Ainda tentava entender o ditado de Thomas.Meus pensamentos foram interrompidos pelo grito de Michael.
-Terra!! Terra!!
-Ai...
-Simon?!? Oque faz deitado ai ainda?!?! - Falei
-Não sinto meu corpo sr. e acho que desloquei o meu maxilar
-Quer outro pra não sentir nariz também?!?! - Gritei
Em meio segundo Simon ja estava de pé junto com o resto da tripulação para desembarcar.
-Não sr. - Respondeu
-Ah bom...

Capítulo 11


Estava anoitecendo, minha tripulação e eu desembarcamos, era um local bonito e agradavel, a brisa do mar trazia a todos um clima de renovação e alegria, respirei profundamente aquele ar, era como se estivesse passadas horas e horas, mas fui interrompido por Alexander:
-Oque faremos capitão?
-Vamos nos divertir marujos! A noite é nossa! - Respondi em um tom de alegria
E todos comemoraram
Entramos no primeiro bar que encontramos, abri a porta, todos dentro do bar entraram em estado de choque, afinal, éramos piratas, as pessoas morriam de medo de que pudéssemos mata-las ou tortura-las, imagine, nós...não...
-Oque estão olhando reles humanos!?!?!?!?! - Gritou Simon
-Me diga Simon, por acaso você não é humano? - Falei, pacientemente
- Eu quis dizer que eles são inúteis - Respondeu Simon
-É, mais eu acho que eles NÃO ENTENDERAM!
-Desculpe Sr.
-Continuem o que estavam fazendo! - Gritei para todos, chocados no bar
Nos dirigimos ao balcão, onde o garçom nos serviu rapidamente.
-O Sr. poderia nos fornecer um pouco de Rum a mim e aos meus companheiros? - Perguntei em um tom gentil
-Claro Sr. - respondeu o garçom
Nos acomodamos, víamos as mulheres dançar, bebemos, bebemos, bebemos, nos divertimos, a tempos que não nos divertíamos daquele jeito, até que fomo interrompidos, ouviu-se um estrondo na porta,
-Ora, ora, ora, oque temos aqui, piratas imundos e sem classe
Era ele, Almirante Petter, Petter Wallks, um dos homens mais ricos que já se viu, achava-se o tal, não costumava frequentar lugares como aquele onde estávamos, era um homem alto, cabelos longos, presos, era de um tom muito escuro, barba sempre bem feita, para mostrar que era elegante, vestia seu uniforme da marinha britânica.
-Pelo visto a verdadeira diversão vai começar agora hein capitão! - Disse Simon
-Não viram a placa? "Proibida a entrada de animais no estabelecimento!" - Disse Petter
Larry vôa em cima do almirante, da um soco forte, ninguem acreditara no que vira, ele se enfurecera, o almirante o segura pelo colarinho da camisa, o levanta diz:
-Estúpido
Logo, todos os tripulantes partiram para cima dos britânicos...
Levantei para me juntar a briga:
-Malditos ingleses...

Capítulo 12


E então parti pra cima de Petter com vários socos, causamos uma confusão no bar, piratas batiam em ingleses, ingleses batiam em piratas, Simon batia em ingles, e em gente que nao tinha nada a ver com a briga, foi quando ouvimos um tipo, ficaram todos estáticos, eu segurava o colarinho de Petter, prestes a presentea-lo com outro soco, Simon segurava 2 em cada mão, os outros batiam em qualquer um, Larry mordia a canela do almirante.
Era uma silhueta feminina, aparentava seus 56 anos, segurava uma pistola nas mãos, usava um vestido vermelho, ja gasto, cabelos presos, levemente brancos.
-Que bagunça é essa?! - Disse a mulher
Continuamos imóveis
-Garçom, o de sempre, Suco de Ostra
E então joguei Petter no chão, e fui falar com a mulher que sentara em frente ao balcão
-Tia Vilma? - Disse
Ela olhou com desconfiança para mim
-Mar perdido, ilha da perdição - Falei
- John Irish?!?! O Pirata mais mulherengo da história da pirataria!?!?!
Os olhos de todos se voltaram para mim
- Hehe - Dei uma risada sem graça
-Venha cá rapaz! Me de um abraço! - Falou Tia Vilma
-Quanto tempo! 7 anos ou estou enganado?
-7 anos, como o tempo passa rápido!
-Venha, vamos conversar melhor em casa
Deixei a tripulação toda no bar, o almirante depois de apanhar bastante, foi para casa, Tia Vilma e eu colocávamos a conversa em dia. Na verdade, ela nunca foi minha tia, era só um jeito de falar.
Era uma casa pequena, escura, havia cabeças de animais empalhados nas paredes, animais em gaiolas, pinturas dela, Tia Vilma, sonhava em ser pirata, mas seu destino foi cruel, nasceu mulher, e não são permitidas mulher em navios piratas, ja tentara entrar escondida, oque não foi uma experiência nada agradável.
-Ainda fazendo experiência com animais Tia? - Falei ironicamente
-Sim! Estou aproveitando, no futuro, isso vai ser proibido, essa gente fresca que vem crescendo, vai proibr esse tipo de experiência.
-HaHa! Tia, você e suas histórias sem sentido... - Disse
-Quem é o garoto? - Perguntou Tia Vilma
-Garoto?!?! - Respondi
Olhei para trás, era Larry.
-Esse é o meu encosto, Larry. Esta trabalhando em que tia?
-Minha última experiência foi esta, uma gaivota-falcão, corpo de gaivota, cabeça de falcão
Larry olhou impressionado
-Mas creio que ele não irá sobreviver
-Posso ficar com ele tia? - Disse Larry, emocionado
-Não! - Falei
-Sim, deixe de ser mau com o rapaz - Falou tia Vilma
-Tá certo..Fique com ele, mas depois não venha chorando, dizendo que ele morreu!! - Gritei
-Vou dar comida e muito amor a ele - Disse Larry, sorrindo
-Me diga John, oque o trás aqui?


Capítulo 13



-Passei aqui para reabastecer, passamos 3 dias e 3 noites em alto mar sem nada para comer..eu e minha tripulação estamos em busca de um novo tesouro.. - Falei
- Só você mesmo John, para aguentar 3 dias sem comer - Disse Tia Vilma
-HeHe, a natureza me deu esse dom, sou forte e saudável como um touro - Respondi
-É de se perceber - Falou tia vilma olhando meu corpo de cima a baixo
Larry admirava seu novo animal de estimação.
-E ai garoto, qual vai ser o nome dele? - Perguntei
-Vou chamar de Larry II, que tal?
O pássaro mordeu o dedo de Larry com força.
-AAAAAAAAIIII meu dedo!!! - Gritou larry
-Parece que ele nao gostou do nome - Disse ironicamente, tia vilma
-Acho que ele está com fome - Falei
-O nome dele vai ser...Sem cabeça!
-Mas ele tem uma cabeça seu idiota - Respondi
-Mas tiraram a outra! - Falou Larry
Larry foi embora alimentar seu novo bichinho, enquanto isso, eu e tia vilma conversávamos sobre a proxima aventura.
-Vou para o triângulo das bermudas Tia
-Hum, tenho uma coisa para você...
-E oque é?
-Isto, um amuleto, te adudará nas batalhas, afinal, que tesouro é esse?
-O tesouro de Thomas Brook
Tia Vilma ficou estática, seu rosto moreno, agora era pálido.
-Oque foi tia? Parece que viu um fantasma.
-Shhiii, não fale o nome desta pessoa aqui!!
-Não falar o nome de quem? - Falou uma moça que ja escutava a conversa a um tempo...

[/i]


Capítulo 14



-Thomas Br...
-Quieto! - Disse tia vilma tapando minha boca
-Oque está escondendo de mim tia? - Disse a moça
Fiquei admirado, a sua beleza era algo impressionante, uma visão dos deuses, seu corpo esbelto encantava qualquer um, seu rosto de anjo iluminava o quarto escuro e sombrio, que guarda os epíritos de animais mortos. Cabelos longos, cacheados, negros, me seduziam pouco a pouco.
-Prazer, John Irish - Me apresentei
A moça sem entender quase nada estendeu a mão, e eu a beijei.
-Nao funja do assunto tia, porque eu não posso saber? - Gritou a moça
-Certo, está na hora de você saber a verdade. - Respondeu tia vilma
-Há algo aqui que eu não esteja sabendo? - Falei
-Fale tia - Disse a moça
-Você Karen...É a ultima descendente Brook viva.
-Karen...Que nome lindo..OQUE?! Oque voce disse tia? descendente!!? Mas nao existia mais nenhum!

Capítuilo 15



-Como isso é possível? Há décadas não se ouve falar de nenhum descendente desta família... - Falei, perplexo.
-Não importa, oque importa é que agora você ja sabe a verdade Karen - Disse tia vilma
-Você tinha que ter me contado isso antes tia! - Falou a moça triste
-Desculpe, tive medo de que você fosse propurar por sua família em vão, afinal, você é a última. - Falou tia
Fiquei calado por um momento, pensando em como aquilo era possível
-Você conheceu meus pais? - Disse a moça
-Apenas sua mãe - Respondeu tia
-Como ela era?
-Uma pessoa fantástica, de fibra, tinha mudado de nome, para não ser descoberta, só soube da sua verdadeira identidade, quando ela fugira, deixando uma carta, nessa carta, ela falava que nessa vida em que ela vivia, era impossível criar uma criança, mas, ela queria que voce soubesse que ela te amava acima de tudo, 20 anos se passaram, e voce esta linda, voce foi a minha filha que eu nunca tive.
A garota se emocionou, lagrimas escorriam pelo seu rosto delicado, mas um sorriso brotou naquele momento triste.
-Ela te deixou este amuleto - Falou tia vilma, estregando o amuleto a moça
Era um estranho amuleto em forma de semi círculo, parecia ser de ouro, valioso, até demais.
-Obrigado tia
-Nunca se desfaça dele minha filha, era muito importante para sua mãe
-Sem querer interromper este momento lindo e tocante, para que serve este amuleto que você me deu tia vilma? - Perguntei, curioso
-É um amuleto mágico John, irá te acompanhar em suas batalhas, e salvará sua vida várias vezes, garanto - Respondeu tia, em um tom sombrio
A moça ficou um tempo quieta, pensando, talvez, tentando imaginar como era sua mãe, características fisicas, psicológicas, abaixou sua cabeça e segurou o amuleto com força, lágrimas caíram sobre o chão.
-John, ouvi você falar de uma viagem, quero ir com você - Falou a moça, decidida

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Re: John Irish (As aventuras do capitão)

Mensagem por tuts em Dom Maio 30, 2010 12:13 am

Capítulo 16



-Erh..
-John, voce nos dá licença um minuto? Preciso conversar com ela - Disse tia Vilma
-Erh, claro! Sintam-se à vontade - Respondi

Saí daquele lugar escuro, sentei em um pedaço de tronco que havia no que se podia chamar de varanda, era um pedaço de tronco jogado na frente da casa e uma pequena árvore ao lado, desde que conheço tia Vilma aquela árvore nunca crescera nem sequer um centímetro, mas também, nunca me perguntei o porque. A lua cheia iluminava o mar e o lugar em que eu sentei, lembrei da situação da moça, linda, suas mãos delicadas, seu rosto, seu corpo...Pensei nos pais dela, e pensei em mim, nunca tive pais, não sei quem eles eram, ou se eram piratas, como fui parar deste jeito? me perguntava, mas fui interrompido pelo abrir da porta.
-John?
Era ela, a moça, Karen, olhei para o lado esquerdo, e la estava ela.
-Estou interrompendo algo? - Perguntou a moça, com uma voz sutil
-Não, nada! - Respondi
Ela se sentou junto a mim, olhou profundamente em meus olhos e disse:
-Eu preciso ir John, sei que é muita astúcia da minha parte, mas tia disse que voce é um homem de confiança, isto significa muito para mim, posso encontrar quem sabe, o paradeiro da minha mãe...
-Está mesmo disposta a enfrentar os perigos que existem no mar? Não é uma vida fácil, tenha certeza disso.
-Eu amo o mar - Disse a moça, seus olhos brilhavam...
-Isso é ótimo!
-E então você deixa?
-Certo, mas...depois voce volta para casa! Não é comum ter uma mulher na tripulação.
A moça se alegrou, vi seu sorriso novamente, oque me encantou ainda mais, ela me abraçou, e minutos depois, ela falou:
-Sabe John, as pessoas falam que você é um homem mal, perverso, e sem escrúpulos, mas não acho isso de você, vejo um homem nobre, e de bom coração - Falou Karen
-São poucas as pessoas que vêem esse meu lado, e portanto, especiais.
Me aproximei da moça, não porque eu queria, foi um ato involuntário, e tambem nao acreditei que eu tenha dito aquilo, mas o momento foi interrompido por tia vilma.
-Oque voce faz aí fora Karen!?! Entre já!
A moça olhou para mim e entrou na casa, me levantei, tia olhou para mim com um olhar de desconfiança
-Não tente se aproveitar dela John, não tente!
Caminhei de volta para o navio, para no dia seguinte partirmos para o triângulo das bermudas, quando o amuleto que tia me dera brilhou, e uma voz veio a minha cabeça.
"Não é por esse caminho"


Capítulo 17



Engatilhei minha arma, desconfiado.
-Quem está aí?! - Perguntei
"Sou eu idiota"
O amuleto brilhara novamente, caminhei rápido, corri.
"Só há eu e você aqui, para que correr?"
-Oque é você? E pare de invadir meus pensamentos!
Tentei arranca-lo, sem sucesso, e cordão que antes parecia frájil, se encolhera, apertando o meu pescoço.
-Oque quer de mim?
"Faça isso de novo e será pior para você"
-Tá bom, tá bom, tenho que ir agora, viajarei amanhã bem cedo.
"Certo, vamos"
-Como assim vamos?!?! Não existe 'nós' nesta história, apenas EU
"Você não está em posição de fazer escolhas meu rapaz"
-AAAaaaaahhh, saia de mim!!! saia!!!
A tripulação ouvira meus gritos, principalmente Simon, eu corria sem parar, balançava os braços, saltei e me joguei fortemente no chão, me esfregava como um cachorro.
-Saia de mim!! SAIA!!!
A tripulação apenas observava de longe
-Ele está possuído, não está? - Perguntou Larry
-Claro que está idiota, ou você acha que ele tá se jogando no chão porque quer? - Respondeu Simon, irritado.
-Vamos ajudar!
-Eu não, não lembra oque aconteceu da última vez que ele resolveu brincar com o demônio?
-S...
-Cale a boca e traga rum! - Gritou Simon, sem esperar Larry responder

"Você está parecendo um cachorro, levante daí, não está vendo que é inutil?"
-Mais essa que tia vilma me arranjou


Capítulo 18



Na manhã seguinte, ja estávamos todos reunidos no The King of the Sea, tia vilma sumira, e não dera nem tempo de eu me despedir, Karen, a moça sedutora dos cabelos negros, embarcara junto comigo, não era uma moça de muitos pertences, somente algumas roupas, mas tinha como toda mulher, um pouco de vaidade, e eu apresentei a moça aos outros piratas:
-Senhores, esta é Karen, para vcs, senhorita Karen, ela vai nos acompanhar em nossa viagem ao triangulo das bermudas, aviso que, se eu receber qualquer reclamação de desrespeito à senhorita Karen, vai sofrer graves consequências, assim como Rubens, aquele mesmo, que "mora" no porão.
Rubens foi um pirata, que uma vez queria ganhar mais que os outros piratas, todos discordaram, claro, insatisfeito, ele roubou, colocando toda a culpa em Larry, oque ele não sabia era que Larry não queria parte do lucro, foi preso, e torturado pouco a pouco, pelo homem sem pescoço, ouvíamos os seus gritos dia e noite, por alguns dias, ate nao resistir e morrer.
-Alguma pergunta? - Disse
Larry levantou a mão
-Capitão, erh..de acordo com o código de conduta pirata, não são permitidas mulheres na tripulação...
-Eu sou o capitão, e eu decido oque faço no meu navio, mais alguma pergunta? - Respondi com um sorriso sarcástico
Não houve resposta
-Simon, amainar velas, erguer âncora, alinhar curos para 30º à sudoeste.
Ergui minha espada e gritei:
-Ao trabalho!!
-Sim senhor! - Todos responderam
-Srtª, queira me acompanhar, mostrarei os seus aposentos,
-Obrigada - Respondeu a moça sorrindo
- Voce pode ficar na minha sala, nao creio que junto aos outros piratas seja um bom lugar para um moça tão bela
Fui interrompido pelo grito de um falcão, o novo bicho de larry, ele corria desesperado atras da gaivota, uma gaivota-falcão na verdade cabeça de um falcão peregrino, e ele pousara justamente no meu ombro, ofegante, larry falou:
-Ele gostou de você capitão!
-Aahh, pope-me, tire-o daqui antes que eu corte a cabeça dele de novo!
Mostrei a minha sala a Karen, conversávamos:
-Dormirei na rede, não se preocupe, sinta-se a vontade.


Capítulo 19



Tomei coragem para conversar com a moça que muito me atraía.
-É casada Karen?
Ela ficou estática, pensativa.
-Não, toda minha vida morei com tia vilma, sempre voltada para os trabalhos da casa, nunca namorei ninguém...

Era a típica moça que sonhava com seu prícipe encantado, a espera de um amor verdadeiro que a tirasse daquele lugar, estou muito enganado ou eu seria esse príncipe? As vezes me pergunto de onde eu tiro essas coisas...

-No que esta pensando John? - Perguntou a moça sorrindo
-Ah...nada! Hehe. Deve ter sido dificil pra voce, esses anos todos, lá..nunca amou ninguem?
-Erh...Não quero falar sobre isso..- Respondeu a moça assustada e arrumando as coisas depressa
-Desculpe Karen, não era minha intensão te constranger

Passaram-se semanas e a ânsia de chegar ao destino era a cada dia maior, mais ainda não sabia oque me esperava naquela ilha, dizia o diário que a ilha ficava próxima as bahamas, mas, "nenhum homem em sã consiencia teria coragem de pisar os pés lá, nem capacidade". Mas meus pensamentos foram interrompidos pelo maldito amuleto que invadira a minha mente.
"O perigo se aproxima"
-Quer parar de infernizar a minha vida??!??!
"Só te aviso porque quando voce morrer eu não quero ir parar debaixo d'agua"
-Idiota, e porque deveria acreditar em você?
"A última vez eu não errei, dizendo que o caminho estava errado, olhe para frente e verá"

Realmente, ele estava certo, olhei para o horizonte, e avistei, ele estava lá, nadava livremente, a procura de uma vítima, seu nome era "La victime d'une injustice", batisado em francês, popularmente, o injustiçado, conta a lenda que ele fora a muito tempo o filho bastardo de netuno, mas netuno o renegou, e hoje ele vaga pelos oceanos, o injustiçado sente o cheiro de ódio..e ambição...

-Simon!!!!! PREPARAR CANHÕES!!! AGOOORAA!


Capítulo 20



De tantas aventuras que enfrentei, sempre vi a morte de perto, poderia me safar? Sim, mas dessa vez, a Dona morte armara uma armadilha pra mim, a menos de 500 metros a minha frente estava um monstrinho que aparentava ter uns 30 metros de altura, sua cabeça, era do tamanho do meu navio praticamente, ja me acostumara com a perseguiçao dela, a morte, o que me preocupava era Karen, não era pra ela estar aqui, morrendo.
-Capitão! Canhões preparados! - Gritou simon
Estavam todos reunidos no convés
-Homens, hoje, depois de anos ao meu lado, voces se mostraram uma tripulaçao fiel, a mim e ao meu navio, quero agradece-los por isso, sim, isto pode ser uma despedida, mas tambem pode ser apenas palavras imbecis de um pirata bebum, quero pedir a vocês, caros tripulantes, e amigos, que lutemos por nossas vidas, por este maldito rum que nos vicia, e por essa vida pirata pirata que tanto nos apaixona!
-VIVA!! - todos sacaram suas armas, e espadas, em apenas um grito, vibravam
As espadas sintilavam, refletindo os raios do sol, que naquele dia, parecia nao brilhar para nós
-John, eu quero lutar ao seu lado - Falou uma voz feminina atras de mim
-Mas Karen...
-Eu decidi vir com voce, sabendo dos perigos que enfrentaria
-Mas isso é demais...nao quero que voce morra..em vão..
-Morrer em vão vai ser ficar trancada naquela sala, vendo voces lutarem..
Fiquei sem resposta e ela logo tratou de achar uma espada, estávamos frente a frente, seu faro não o enganara, mergulhou, vinha em nossa direçao, como uma cobra para dar o bote.
-Ao meu sinal!! - Gritei
Esperava o momento certo para ataca-lo, mas nao ouvimos nada, ele simplesmente desaparecera.
Capitão... - Falou Larry, apontando para trás de mim
E la estava ele, finalmente pudera ver seu rosto de dragao, nao tão parecido quanto aqueles que voam e soltam fogo, afinal, ele estava na agua...O injustiçado, com suas cores verde, e um pouco vermelho, apenas balançou um pouco o rabo, e tudo tremeu, as aguas invadiam o navio, todos ficaram chocados com o tamanho daquele monstro, ele rugiu, como quem diria "Chegou a sua hora John Irish"...


Capítulo 21



Fiquei frente a frente com ele, ergui a minha espada ao alto e gritei:
-Não antes de passar por mim maldito!
Gritei, como se fosse meu ultimo suspiro, ele olhava firmemente para mim, ate que Simon interrompeu, surgiu do nada e se movimentava em uma volocidade incrível. Ele ja estava com sua espada na mão, pronto para o ataque:
-Venha lagartinho! Venha!! aHáHáHÁhÁháhÁHáhahá
Simon ria como um assassino em serie, parecia que estava possuido, mas para nosso espanto e infelicidade, sim, ele soltava fogo, oque queimou simon, e o fez voar ate a proa, e ainda queimou parte da minha perna direita, era uma dor insuportavel, o meu grito de dor e sofrimento fora abafado pelo seu rugido, aquele dragao marinho parecia se divertir com o nosso desespero, mas ele queria a minha cabeça de qualquer jeito, me atacou, mostrando seus dentes brilhantes e extremamente afiados, quando foi interrompido por um grito feminino:
-Nããããããããããooo!!!!
E imediatamente o dragão parou e escondeu suas presas. Agora seu olhar não era mais o mesmo, ele transmitia agora, arrependimento e tristeza. Eu vira lágrimas nos olhos daquele monstro, o que os outros piratas acreditaram ser apenas um resto de agua que escorria pelo seu 'corpo', ele gemia, como qualquer outro animal chorando, fez um gesto com a cabeça que se assemelha com uma reverência e mergulhou de volta para as profundezas.
Todos estavam em estado de choque, afinal, a morte passara em frente aos nossos olhos, mas parece que meu julgamento fora atrasado por um tempo.
Minutos se passaram e todos foram ao chão, as pernas tremiam, não era uma coisa que se via todo dia...
-Como ela fez isso?
-Sera que aquele monstro é dela?
-Ela quer nos matar?
Eram perguntas que estavam no ar.
-Capitão! Homem ao mar!
Era impossivel, nenhum de meus homem caira do barco...

Capítulo 22


-Homem ao mar!!! Homem ao mar!!! - Gritava Michael
Salvamos o tal homem, e realmente, nao era nenhum dos meus piratas. Como aquilo era possivel, em alto mar, alguem sobreviver? Seu pulso estava fraco, o coração parou. Vestia uma grande armadura metálica, bem pesada, era um milagre ele ter boiado no mar, com tanto peso, qualquer um afundaria em instantes, sua bota de tambem metalica, refletia o sol, carregava em baixo do braço seu capacete, típico de um cavaleiro medieval.
Decidi fazer uma massagem cardíaca, para tentar reanimalo, no momento em que pus as mãos em sua armadura, ele abriu os olhos, vermelho, o sangue rapidamente subira a cabeça e a fúria tomou conta de seu corpo, segurou o meu pulso com força, pensei que fosse esmaga-lo.
-Oque pensa que está fazendo? - Disse o homem, ainda esmagando o meu pulso
-Salvando sua vida. - Respondi
Imediatamente ele me soltou, se acalmara, seus olhos, voltaram a cor original e o seu tom de voz voltara ao normal.
-Oque está acontecendo aqui? Onde eu estou?
A tripulação estava assustada, todos se afastaram, o homem aparentava ter seus 23 anos, cabelos curtos, vermelhos como o fogo, quando espostos ao vento se assemelhavam a uma chama que nunca se apagava, possuia uma cicatris, nao muito grande, no lado direito inferior do rosto, jovem, alto e bonito, um príncipe para muitas mulheres. Por último, a sua espada.
Linda espada, grande, lâmina altamente cortante e um cabo dourado, com uma pedra, não sou profissional mais a vida me ensinara muitas coisas, era um rubi, valioso rubi.
Ele se reerguera rapidamente, em segundos ja estava de pé, com as duas mãos sobre a espada.
-Voce estava prestes a morrer, em alto mar. - Falei
-Devo à você, ó ser misericordioso, minha eterna gratidão - Respondeu o homem
Ajoelhou o joelho esquerdo, ainda segurando a espada, com as duas maos apoiadas no cabo.
-Quem é esse cara? Oque ele pensa que é? Um templario? nao se vê um a mais de 200 anos!
Todos cochichavam
-Apresente-se - Falei
-Sou um cavaleiro da ordem templária ou um templário, como quiserem me chamar, nós templarios somos enviados de Deus, para fazer justiça, e estabelecer a paz.
-Enviados de Deus, tá bom... - Falou Simon, baixo, e em tom de deboche
-E qual o seu nome cavaleiro? - Perguntei
-Meu nome é...é....eu não sei...

Capítulo 23


-Como não sabe rapaz? É o seu nome! - Falei
-Eu não sei. - Disse o homem
O pássaro de Larry pousara no ombro do rapaz, e ele tomara um susto, erguendo sua espada contra o animal.
-Ei seu padre! Solte o cabeçudo! - Gritou larry desesperadamente
-Ei Larry, você nunca para de mudar o nome desse passaro?
O homem erguera rapidamente a sua espada e pusera no pescoço de larry. Realmente era uma espada muito bonita, mas ninguem queria provar o gostinho da sua lâmina.
-Aprenda uma coisa, eu nao sou um padre, sou um templario.
-Opa, opa, opa, vamos parar por aqui certo? - Falei
Larry correra para tirar o passaro do ombro do homem, ele voara, não gostava de larry, ele corria com os braços abertos, para cima, tentando pegar o passaro em pleno vôo,
como uma criança que corre atrás de seu cachorro
-Diabo de templário, ninguem pediu pra ele vir, lagartos nadando e cuspindo fogo, isso tá virando uma bagunça - Resmungou Simon
O homem fingira que não ouviu. E logo, reparou na beleza incomparável da minha nova tripulante
-Como é o nome da senhorita? - Perguntou o homem, beijando a mão dela
-Karen
-Erh...conlisença
Interrompi a conversa entre os dois
-Karen preciso falar com você
-Diga...
-Não se envolva demais com esse homem, ele acaba de chagar, primeiro esse dragão, que te vê e desiste de nos matar, depois esse homem que aparece assim, de repente,
tem algo estranho no ar, e isso não é ciume
Ela sorrira, percebi que eu me denunciara, morri de vergonha, fiquei sem palavras, e novamente, fui salvo.
-Capitão! Estamos entrando em um redemoinho! - Berrou Michael
-Porque não me avisou antes?!?
-Ele surgiu do nada!

Capítulo 24


O céu escureceu, uma tempestade se formava, e rápido. Chegávamos cada vez mais perto, era inútil tentar escapar, avistamos o remoinho muito tarde.
-Vamos nadar! - Gritou Larry
-Cale a boca inútil, agente vai morrer do mesmo jeito! - Respondeu Simon
-Mas eu não quero morrer Simon, vou sentir saudade de voce
Os olhos de larry enchiam de lagrimas, abraçou Simon
-Seja homem rapaz
Simon chutou Larry, que caiu no chão. Trite, larry falou:
-Voce nao sentirá saudade de mim Simon?
-Não
-Segurem-se homens!!
Entravamos no redemoinho.
-Karen! - Gritei enquanto a chuva forte e o vento caía sobre o navio
-Sim John!
-Não quero te perder!
Puxei Karen pelo braço, e a beijei, depois disso, não vimos mais nada, o navio virou com o vento forte, estávamos submersos

Capítulo 25


Acordei, jogado na areia, comigo estavam Larry, Michael e outros tripulantes, mas onde estão os outros? E Karen? Pobre moça indefesa que fora deixada sobre meus cuidados, tia vilma deceparia a minha cabeça se soubesse disso!
-Onde ela está? Pra onde foi?
-Esta tendo ataques de esquisofrenia de novo capitão? - Perguntou Larry
-Que mania de vocês acharem que eu tenho doença, sou possído, e vendi a alma pro capeta!
-E não é capitão?
-Erh...Claro que não idiota!
Bati tão forte na cabeça de larry que pensei que ia afundar o seu crânio
-O café esta servido - Disse uma voz estranha
-Padre? - Falou larry
-Fale isso de novo e corto-lhe a cabeça
-Você é rapido..
-Acordei e vi voces cochilando, achei melhor não pertubar, comam algumas frutas, e larry, pare de se esfregar na areia que nem um cão
Tomamos o nosso café tropical e estávamos dispostos a encontrar os outros, mas onde sera que está o meu navio? Não há sinal de destroços, realmente, muito estranho...

Capítulo 26


-AU!! - respondeu Larry
Juntamos as poucas coisas que tínhamos e fomos em busca dos outros, vivos ou mortos, senti um arrepio imenso, entramos na floresta tropical, podia se ouvir os gritos dos macacos, das aves, as lindas plantas, nada daquilo me interessava naquele momento, só queria encontrar a minha amada, Karen
-Sinto uma presença estranha. - Falou o misterioso homem templario
-Au! Au! - Gritava larry imitando um cão, inclusive no modo de andar
-Você sempre tem esses tipos de premonição? - Perguntei em um tom de deboche
O homem nao me respondeu, pensava, em que, não se sabe.
"A chave de todas as suas respostas, está no amor, no amor puro e verdadeiro" Disse o amuleto, a minha imaginação
-Eu sou homem! - Gritei para o amuleto, todos acharam estranho, menos eu.
-Eu sou um cachorro! Au! Au! - Gritou larry[/i]

Capítulo 27



-Onde será que estamos Simon? - Perguntou Karen
-Na casa da minha vó Jeff eh que não é
-Acho melhor irmos andando, temos que encontrar os outros
Simon reuniu os outros, oque restou da tripulação
-Vamos para a montanha, deve haver alguma tribo por aqui, e poderemos ver toda a ilha de lá. - Falou Simon
-Como sabe desse tipo de coisa? - perguntou Karen
-Eu tenho isso!
Simon mostrou três pedras a Karen, uma de cada cor, uma vermelha, uma azul, e uma verde
-Você não acha que eu vou acreditar nestas coisas, acha?
-Para quem espantou um dragãozinho de mais de 30 metros...hunf. garota estúpida


Capítulo 28



Karen se agachou um pouco, ergueu um poucos os braços, e numa espécie de dança, jingado e luta, deu uma rasteira em Simon, que sem reflexo ou chance de se defender, caiu no chão, indefeso.
-Nunca mais diga isso!
-AAAAHHHHHHH Como voce faz essas coisas?!?! - Disse Simon
-Isso é capoeira, é um tipo de dança, vem da Africa
-Essa dança dói!
-Isso foi para o senhor aprender
-Mas afinal, onde voce aprende essas coisas?
-Eu nao sei, nunca fui pra África
Simon se espantou, mas também, não fez mais perguntas. Continuaram a caminhar pela floresta densa, a procura dos seus companheiros.
-Sinto uma presença estranha. - Disse Michael
-Fresco - Respondeu Simon
-Não ligue pra ele Micha...
Dardos envenenados atingiram Karen, Simon, Michael e seus companheiros, eles adormeçeram durante horas.

Capítulo 29

-Larry, acorde. Ei larry - Disse
-Aaahhhhh passarinhos do inferno! Deixe-me em paz!!
-Acalme-se larry, está tudo bem, certo? Nenhum passarinho vai te machucar, e pare de imitar o Simon
-Eu..Eu..sinto saudades dele...erh..porque seu cabelo está em pé capitão?
-Em pé?
-Sim, e voce tá vermelho também.
-Está louco Larry? O seu cabelo eh que está para cima.
-Será que vocês dois são tão idiotas a este ponto? Não estão vendo que estamos presos? - Disse o templário
Enquanto estávamos presos ouvimos uma conversa, que vinha do solo:
-Achei eles andando pela ilha senhor, devem estar procurando algo, não há sinal de navio na costa
-Humm. Tire eles de lá e ponha ....
Não foi possivel escutar o resto da conversa pois Larry fazia um barulho insuportavel tentando roer algumas sementes

Horas depois..

-Ei Simon, porque estamos acorrentados? onde estamos? - Disse Karen
-Não sei mulher
-Me trate com mais respeito ou..
-Ei! olhe! Vem alguem vindo...

Capítulo 30



A parte da tripulação comandada por Simon, estavam todos presos, acorrentados e encostados em pedaços de madeira, os braços e as pernas.
-Socorro! Alguém! Me tire daqui! - Gritou Karen
-Voc.. - Tentou dizer Simon
-Cale a boca! Nao quero ouvir sua voz
Um estranho ser se aproximava, oque ele era? e oque fazia naquela ilha deserta?
-Olhem só rapazes, oque temos aqui..algumas meninhas perdidas...HaHaHaHaHa
E todos riram junto
-Tire-me daqui e verá quem é uma meninha - Gritou Simon raivoso
-HaHaHaHa, sorte sua eu estar de bom humor hoje
-Cretino
Era um ser robusto, alto, seu nome era General Tartaruga, sim, ele era uma tartaruga, usava uma perna de pau e um papagaio no ombro, típico de piratas de criatividade.
-Oque as meninas vieram fazer nesta ilha deserta?
-Isso não é da sua conta
Naquele momento ele sacou a sua espada e ameaçou Simon
-Eu não estou brincando, quem os mandou aqui?
O "homem" incostou a espada no pescoço de Karen e a ameaçou
-Pode levar - Disse Simon
-Simon!! Se John sabe disso!
-Hum..Quem é John?
-John Irish! O famoso pirata John Irish, e nós somos sua fiel tripulação! - Gritou Karen, com emoção
-Ja ta pegando o jeito em Karen
-Pare de ser irônico Simon
-John Irish ham.. - Falou aquele ser pensativo - John Irish, o ladrão? HaHaHaHaHaHaHaHaHa Assim voces me fazem rir
Simon ficou vermelho, de fúria, rasgou as cordas que o prendiam aquela tabua de madeira, todos ficaram espantados
-Niguem fala assim do capitão!!

Capítulo



-Simon não! - Gritou Karen
Uma luta se iniciou, Simon versus General tartaruga, Simon não possuía armas, foram tomadas dele enquanto estava desacordado, o general retirou duas espadas da bainha e sem dó nem piedade partiu para uma luta covarde e sem regras.
-Seja homem e lute com honra - Gritou Simon partindo para a briga de mãos vazias
-Quero me divertir um pouco, venha homem!
Simon deu uma rasteira no inimigo, que logo se reergueu, que lutou sem as mãos, dando varios chutes, ate que Simon caiu indefeso no chão
-É isso que tem a me mostrar, vamos, levante - Falou o homem entregando uma espada ao seu adversário
A briga recomeçou e o som das lâminas se encontrando ferozmente assustava os lindos passaros da ilha


-Onde estamos capitão? - Disse larry
-Numa caverna
-Acenda a luz, nao consigo enchergar
-Não temos luz aqui larry
-Expiritum Sanctum! - Gritou o templario
Um enorme feiche de luz branco e puro se estendeu pela sua grande espada, aquela luz nos trouxe tranquilidade, e aumentava cada vez mais
-Obrigado - Disse larry
-Obrigado
-De nada
-Oque?!! Como fez isso?
-Ele é padre eu nao disse?
-Sem perguntas
Víamos uma luz a nossa frente, parecia uma sala, e bem iluminada, larry correu, e logo, todos chegamos a sala
-Olhem, mas é...é igual a sala onde achamos o diario de Thomas Brook
-Perdao Mr. Irish, mas quem é Thomas Brook?
-Uma longa historia...mas olhem! Oque é aquilo no centro?
Uma estatueta em forma de macaco, não tinha mais que 20 centimetros, dourada, muito bonita por sinal
-Nossa capitão, esse é o tal tesouro de thomas brook? Cuidado quando for tirar, pedras podem cair sobre nossas cabeças, HaHa Ha Ha - Brincou larry
-Dessa vez ele pode estar certo Mr.Irish
-Mas, vale a pena correr esse risco - Disse, pegando o objeto com ambição[/i]

Resumo dos capitulos 'finais'


A estrutura da caverna começou a ceder
-Vamos sair daqui! e rápido! - Gritei
Corremos para fora da caverna, e logo todo o tremor parou.
-Acho que foi o Sem Cabeça, o meu passaro.- Disse larry
-Idiota
-Ei! Quietos! Estao ouvindo? - Falou o templário - Ouço gritos, vamos!
Corremos até o local indicado pelo misterioso homem.
Simon segurava dois homens, um em cada mão, e os arremessava para longe
-Vou te mostrar a não desrespeita-lo jamais!
Simon segurou o General pelo pescoço tentando inforca-lo
-Hahahaha - Disse o homem - Eu ja estou morto!
E então o General golpeou Simon, que caiu de joelhos, decostas, e com uma pequena adaga que carregava na cintura, apunhalou Simon por tras.
-Simon Não! - Gritei
Saquei o meu revolver, carregado, e atirei no general, um tiro que acertou a sua nuca, e o fez cair, sem nenhum sinal de vida. Logo seus outros servos chegaram para vingar o ocorrido, sem chances, carregaram o corpo e logo sumiram entre a mata.
-Simon, Simon, fale comigo, por favor - Falei
-Capitão, eu sinto muito
-Nao Simon, está tudo bem, voce é um grande guerreiro
-Eu falhei capitao...
-Simon, fique comigo...
-Simon, não se vá.. - Disse Larry pressionando o ferimento
-Faça alguma coisa Templario! Voce nao é um enviado de Deus? - Gritou Karen
-Eu sinto muito, mas se é a vontade de Deus leva-lo, nós nao podemos evitar.
Uma leve brisa se passou, o ceu se abriu e uma luz emanou sobre o corpo de Simon, e rapidamente, ouviu-se um suspiro. Com a brisa que passava, meu corpo se desintegrava, como graos de areia em uma praia. Estava lançada a maldição
-Graças a Deus Simon, você voltou! - Disse Karen
-Voce é ruim mesmo..ninguem te quer la em cima..- FAlou Larry
-Seja bem vindo...amigo - Disse o homem
-Obrigado Simon. - Falei- Mas temo não estar entre vocês daqui a alguns minutos
-John! John! Oque está acontecendo? Isto é uma espécie de maldiçao? Nao se va John...Eu te amo..
-É inevitável...
Depois de um longo beijo,a brisa do mar novamente passara, e o resto dos membros se desintegrou, em direçao ao mar..deixando no lugar, a estatua tão cobiçada
-John Não!!!!!!!!!!!! - Gritou Karen
Todos ficaram perplexos, tudo tinha acontecido rápido demais, mas era preciso encarar os fatos. Um luto eterno se instalou no coração daquela gente, pela perda de uma pessoa tão querida. Karen se tornara a Capitã do The King of the Sea, Simon, depois do acidente nunca mais dera uma palavra, o misterioso templario, continuara na tripulaçao para entender melhor qual era a sua missao, e larry, larry ficara indignado, nunca mais quisera saber de tesouros, e nem de macacos ou tartarugas...

tuts
Nivel 22

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