Irmãs da Chama

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Qua Maio 09, 2012 9:39 am

Nota: Os 3 primeiros capítulos desta historia estão juntados aqui no primeiro post, por edição de Ftcv para adequasse a novas regras da área Escritores do Fórum


Capítulo um:
Oi, aqui esta outro pequeno trecho do começo do meu outro livro! Espero que gostem

O começo
Em meio a uma pequena cidade cuja reconhecida Rencencity, tudo era calmo, todos se conheciam, poucos carros na rua, afinal, é assim toda cidade pequena, mas às vezes nada é o que parece ser, pois em meio a essa imensidão e a esse céu azul, esse cheiro de eucalipto vindo das grandes plantações de chácaras, essa serenidade que aquece qualquer coração, existe algo, obscuro, implacável, tenebroso, mas praticamente invisível aos nossos olhos desatentos e só revelados para pessoas que realmente crêem que farão bom uso da informação.
Nisso as irmãs Guinera a sabia, Brigity a delicada e Samanta a decidida discutem em um velho chalé.
-O que faremos com as meninas?! (Pergunta Brigity) Meu Deus, pobre Denise... Tão jovem... Ter a vida virada desse jeito... Ela é tão...
-Tão imatura! (Revida Samanta) Tão indecente! Tão vagabunda! Tão...
-Samanta, por favor! (Pediu Guinera) Nossa irmã deve ter seus motivos!
-Motivos?! Diga-me Guinera, você abandonaria crianças dessa maneira?!
-Não fale assim de Denise, Samanta! (Brigity esbravejou) Apesar de tudo ela ainda é nossa irmã!
-Além disso (Completou Guinera) Ela não está abandonando ninguém! Ela passou a guarda das crianças para nós! Portanto...
-Mas, por ‘’Medida de segurança’’ uma deverá ficar comigo, outra com a Brigity, outra com a mãe e...
-A outra comigo! Eu sei minha irmã! Mas, juntas, as garotas são poderosas, toda sacerdotisa que compartilha sua magia com uma irmã é mais poderosa que apenas uma sacerdotisa sozinha, irmãs, temos que protege-las, pois não é mais permitido que crianças desse sangue estejam vivas, as irmãs Fertiti estão a procura de sangue novo e esse sangue só poderá ser de sacerdotisas quádruplas, coisa ainda muito rara, por isso ficamos separadas quando jovens, no momento certo nos unimos e nos tornamos mais poderosas, temos que cuidar dessas crianças separadamente, mesmo que isso resulte em um distúrbio emocional, na hora certa o destino unirá.
Samanta e Brigity calaram-se, pois sabiam a gravidade desse problema, por fim, as irmãs entreolharam-se.
-Então, (Gaguejou Brigity) esta na hora de partirmos e buscarmos as crianças.
Guinera balançou a cabeça positivamente e uma águia revoou a cabeça das irmãs.
-E aí esta a Ginger! (Exclamou Samanta) Vamos acabar logo com isso!
As irmãs formaram um circulo e cantarolaram enquanto a águia sobrevoava suas cabeças.
-Chama da lua, chama do sol, trazendo o bem e a paz, o mal não ousa passar perto, da luz do sol até o profundo breu, se o bem vencerá tudo dependerá.
E sumiram.

CONTINUA! Very Happy



Capítulo 2:
Olá! Agora estou postando a segunda parte do meu livro! Espero que gostem! Very Happy


A sacerdotisa Delta.
Rencencity, 6h00min, sexta-feira, lá estava, no ultimo andar de um velho sobrado, uma porta no final do corredor e atrás da porta um tanto destruída, um quarto pequeno de paredes verdes nem tão claras e nem tão escuras, um guarda-roupa de madeira, uma escrivaninha bagunçada, fotografias espalhadas por todos os cantos e alguns tecidos atirados no chão, no meio desse quarto, havia uma cama, nessa cama adormecia uma garota de longos cabelos castanhos que se espalhavam no travesseiro, à garota tinha expressão serena e descansada, dormia tranquilamente, não se mexia, apenas respirava, um sono longo e profundo, porém, algo começou a cutucá-la, primeiro no braço, depois na barriga e por fim na face rosada, a garota abriu os olhos assustada.
-Bom dia, Rose! (Disse uma pequena criaturinha) Olá! Esta me ouvindo? Rose! Rosane! Você precisa levantar AGORA!
Rosane Brayn, estudante do sétimo ano que completara doze anos naquela manha de sexta-feira, dia 13 de agosto, morava com sua tia, Samanta, em Rencencity no bairro das Perola, fixou seus olhos cor de mel na pequena raposa que sentara ao seu lado,a garota parecia irritada, sentou-se rapidamente.
-Celina! (Exclamou) Você é uma raposa poliglota, não um despertador!
Celina desceu da cama, seu pelo alaranjado puxado para vermelho brilhava, suas patinhas negras prenderam no chão e seus olhos verdes claros observavam Rose com repugnância.
-É assim que você me agradece? (Choramingou a raposa) Sabe quantas raposas poliglotas você conhece para te acordar toda manhã?
Rosane revirou os olhos irritados e levantou-se em um salto.
-Sem chiliquinho, Celina! Por favor, é para isso que inventaram o despertador!
Celina ficou num tom mais meloso.
-Então eu estou sendo trocada por uma... Uma maquina!
Rose deixou escapar um risinho as vezes aquela raposa podia ser extremamente melodramática, mais ao olhar o pequeno relógio que repousava sobre a mesinha de cabeceira, quase caiu para traz, já devia ter se levantado há vinte minutos, acordava sempre antes das seis em dias de semana, ela devia ter esquecido de acionar o alarme na noite passada.
-Meu Deus! (Exclamou) Samanta vai acabar comigo! Ela não gosta nada quando eu desobedeço ao horário de levantar!
-Cadê o seu despertador agora? (Celina empinou o focinho)
-Não tenho tempo agora, Celina!
Rose correu até o banheiro ao lado de seu quarto e ao se olhar no espelho, viu seus cabelos castanhos despenteados e voando para todos os cantos do minúsculo cômodo, seus olhos cor de mel brilhantes como pequenas estrelas retiradas do grande seu noturno, nariz delicado, levemente arrebitado e pele branca, um pouco queimada, seu estado naquele momento não estava muito aceitável, precisava chegar ao colégio antes das sete horas.
Rose penteou os cabelos longos rapidamente, mas tinha certeza que não iria dar tempo de se vestir, ‘’Samanta não vai perceber’’ pensou a garota ‘’ Mesmo se perceber, é por uma boa causa!’’, repentinamente fechou os olhos, ficou assim por alguns instantes e quando tornou a abri-los, no lugar de sua longa camisa branca, estava vestindo uma calça JEANS, uma camiseta branca, uma blusa de frio verde maça e um par de botas pretas.
-Rosane! (Chamava uma voz esganiçada) Você esta acordada?
-Sim! (Abaixou a voz) Agora estou...
Rose não era uma bruxa, nem uma fada, muito menos alguém normal, era uma sacerdotisa, uma aprendiz de Samanta, sabia disso desde seu segundo ano de vida, ela era extremamente especial, as sacerdotisas e sacerdotes são mais poderosos do que feiticeiros e vivem apenas para fazer o bem, mas foram banidos de seu mundo por pensarem que humanos, que eram considerados lendas para o mundo mágico, existissem, quero dizer, para a POPULAOÇAO do mundo mágico, o governo e a assembléia sabem muito bem de nossa existência, mas por ‘’segurança’’ e por não conhecerem nossa cultura e nosso habito de vida, para eles nunca existimos, não sabem o significado de tecnologia, para proteger o mundo mágico, o grande governo lançou um feitiço ilusório como se fosse uma parede protetora, impedindo nossa entrada e a saída dos habitantes, as sacerdotisa e sacerdotes tem poderes incríveis, mexem com todo o tipo de magia herbácea, com luminustre (No antigo código ‘’Magia iluminada’’), tem um estado pacifico com a natureza, podem mudar sua forma física (Para arvores, animais e até mesmo, em raros casos, pessoas) e são poliglotas, ou seja, falam todas as línguas e mesmo sabendo de nossa existência e vivendo em nosso mundo, a assembléia faz com que eles fiquem calados e não digam nada a nós, mas, a jovem Rose ainda não aprendera o necessária e sua tia Samanta terá muito trabalho pela frente.
Mas a dimensão mágica é extremamente diferente da nossa, um raio da manha queima qualquer pele da outra dimensão, Samanta nasceu em nosso mundo, mesmo assim, os raios solares machucavam seus olhos quando pequena e queimavam-lhe a pele, demorou até se acostumar, Rose também nasceu no nosso mundo, estava acostumada ao nosso sol, mesmo assim, nosso oxigênio não é o mesmo, nossos horários, os nutrientes do solo, muitos sacerdotes e sacerdotisas morreram conforme os anos, porém, algo os mantém vivos, as sacerdotisas se juntaram, seus poderes especiais tornaram-se fortes demais, uma força encontrada apenas na união, no amor e na fraternidade, esse poder foi capturado em um frasco, banharam um pequeno pedaço de cristal e jogaram-no em cima de uma grande e gélida montanha encontrada apenas no pólo norte, localizada numa área inexplorada e protegida pela mesma parede mágica que protege a outra dimensão, esse cristal contem todo o poder que permite com que as sacerdotisas e os sacerdotes sobrevivam em nosso mundo.
Mas Rose não se sentia especial por seus poderes, era capaz de fazer muitas coisas incríveis, porém era incrivelmente insuportável sentar-se em sua cama e ler um livro de mais de seiscentas paginas sobre a historia da magia, era entediante ter de decorar todas as ervas e tipos de magia, animais fantásticos, curas para doenças, vestimentas e sais, aromas, lendas e feitiços complicados.
Na verdade ela detesta qualquer livro que tenha mais de trezentas paginas, inclusive os livros da escola, era boa aluna, sim, mas todos que a conheciam sabiam quem ela era, sempre quando tinha chance de se divertir por aí, saia de casa e voltava apenas quando o crepúsculo já havia se posto, Samanta reclamava, mas sabia que podia confiar em Rose, ela jamais faria algo grave demais, apesar disso, era responsável.
Rose desceu as escadas rapidamente com Celina ao seu lado, tinham muitos lances de escada pela frente, quando finalmente chegou ao ultimo andar, onde se localizava a sala principal, um grande trono á esquerda e no centro um grande sofá vermelho, perto da porta que levava até a cozinha uma grande mesa de vidro retangular estava posta, nas paredes, uma leve pintura amarelo canário, mas uma parte era quase invisível, pois estava coberta por caixas de papelão cheias de bibelôs e plantas que se esparramavam por toda parte, Rosane não tinha coragem de explorá-las.
- Sinto muito! (Disse com a voz seca), Eu...
Rose foi surpreendida, parou de falar ao avistar a mesa posta, mas no lugar do café da manhã de sempre, tinha um bolo de três camadas e junto a ele um cartão, Rose chegou mais perto.
- Tia Samanta? Samanta?(Chamou) Você esta aí?
Rose chamou algumas vezes, como não viu a tia, resolveu ler o cartão e para sua surpresa, dizia:
‘’Feliz aniversario, Rose:
Samanta.
P.S: Vire-se e não fique ai parada olhando isso com essa cara de imbecil!’’
Rose espantou-se, mas sua surpresa foi ainda maior quando o cartão começara a juntar as letras formando palavras legíveis:
‘’Eu mandei você se virar!’’
Rose virou-se e, assustou-se, uma mulher com olhos intensamente verdes claros que brilhavam a cada segundo vivos como os de um pardal, seus cabelos crespos e loiros, um vestido branco por baixo de um manto verde escuro e decorando seu pescoço, verdadeiras esmeraldas e cristais que ninguém nunca descobriu de onde surgiam, Samanta de recusava a usar bijuterias, existem muitos tipos de sacerdotes e sacerdotisas e Samanta era uma sacerdotisa de Gerdary, normalmente conhecidas por seu controle pacífico com a natureza e sua mutação, mas na velha Rencencity, para ganhar Brocks, que seria a moeda local, ela trabalhava na pequena lojinha de ‘’Adereços domésticos da senhorita Brayn’’ onde se encontrava de tudo, velas aromáticas, vinagre e sal para tirar manchas, essências para dar o clima ao ambiente, vasos com imitações de flores exóticas e muito mais.
Samanta ganhava muito bem, bem o suficiente para sobreviver, mas Rose ganhara um desconto no colégio por seu desempenho excelente, isso ajuda muito Samanta e muitas vezes, Rose ajuda sua velha tia na loja, o que também a deixava bem tranqüila.
-Rosane, (Ordenou Samanta) não me encare dessa maneira! Me da arrepios!
Rose respirou devagar se acalmando rapidamente e recuperando a fala, olhou para os lados da imensa sala e por fim aliviou-se.
- A senhora me assustou aparecendo desse jeito.
Samanta colocou a mão no ombro da sobrinha fixando-a por alguns instantes, mas por muito pouco tempo.
-Desculpe menina. (Disse) Não tive intenção, mas vamos ao que interessa, sabemos que hoje... Bem...
A menina sorriu gentilmente.
-Valeu! (Interrompeu Rose)
-‘’Valeu’’ pelo que, garota?! (Exclamou Samanta) Eu não disse nada ainda...
- Tia Samanta... (Rose interrompeu) Eu já entendi! Tudo bem! Obrigada pelo bolo e pelo cartão, a senhora lembrou do meu aniversario de 12 anos.
Samanta sorriu, e instantaneamente pegou uma carta de taro de sua bolsa e deu-a para a sobrinha, Rose olhou-a surpresa, rasgou a carta e atirou-a no chão, mas, em questão de segundos, no lugar dos picadinhos que antes era a carta havia um pequeno pacote, Rose apanhou-o.
-Realmente não precisava! (Exclamou com um sorriso)
Realmente não precisava, um presente vindo logo de Samanta, a sacerdotisa mais rígida e dura como uma rocha, só podia ser um livro de feitiçaria, sua mentora nunca daria algo mais divertido que um livro, no maxímo uma capa, Rosane tinha uma coleção absurda dos aniversários passados, sua sorte vinha de seus amigos que traziam coisas um pouco mais animadoras, apesar da garota aceitar sempre com boa vontade o que a tia lhe dava.
Samanta permaneceu calada, Rose abriu o pacote e, para sua surpresa não havia livro algum, lá estava um colar dourado com três pingentes, era surpreendente, os formatos eram muito curiosos, um era em formato de chave outro era uma pedra verde clara que parecia, se chegar perto, mudar de tom e o ultimo (o mais curioso) tinha um formato de raposa.
-Obrigada! (Agradeceu) Obrigada mesmo!
Samanta parecia refletir e então quando a sobrinha estava colocando o colar, ela interrompeu-a.
-Espere, Rose! (Disse apressadamente) Cada colar tem um significado!
Rose parou em frente à tia e sorriu novamente.
- É qual o significado?
Samanta refletiu mais um pouco e então concluiu entusiasmada com sua memória que parecia ter melhorado aos poucos como previa há anos:
-O colar de chave abre qualquer coisa! (Ela exclamou) O verde é uma arma, ele derrete qualquer coisa que você imaginar! Portanto cuidado, nem devia ter dado isso para você, mas você conhece a sua raposa enxerida! Ela esgotou minha paciência, sei que irei me arrepender quando você decidir dar uma lição em alguém, mas a culpa será desse animal inútil! E o de raposa... Bom... Foi só para vocês duas combinarem melhor!
Samanta riu exageradamente, Rosane pos o colar de raposa e voltou-se para a tia revirando os olhos.
-É! Muito engraçado! Talvez eu queira dar uma lição em vocês duas mais tarde! (Rose espiou seu relógio de pulso e pegou a mochila do trono) Eu tenho que ir! Obrigada! Irei trabalhar na loja amanhã para recompensar! (Voltando-se para Celina) Tchau Celina!
Samanta pegou o bolo é encaminhou-se para a cozinha de porta aberta.
-Adeus, Rose! (A mulher acenou educadamente)
-Adeus, Rose! (Celina subiu em cima da mesa) Volte logo!
Rose acenou e foi-se, a frente da casa de Rose era, francamente, muito bem arrumada, um sobrado amarelo escuro que dava muito destaque, a grama bem cortada, na varanda havia duas cadeiras de madeira lustradas e dava para ver o quarto de Rose da rua, uma pequena janelinha redonda de vidros coloridos onde se passava os raios matutinos.
-Oi, Rose! Se atrasou hoje, não foi?
Uma voz familiar atinge seus ouvidos, ela conhecia aquela voz demasiadamente grossa e brincalhona.
-Felix! Oi!
Um garoto alto de cabelos castanho claros bem bagunçados, um pouco mais claros do que os de Rose e de olhos castanhos escuros, grandes e bem amendoados.
-Feliz aniversario! (Disse ele em um sorriso amistoso) Ainda continuo sendo o mais velho!
Ela riu.
-Não por muito tempo! (Revidou Rose) Vamos logo para a escola! Ou pretende chegar atrasado?
-Nem pensar! (Respondeu Felix) Eu tenho um recorde mundial de faltas! Imagine se o aquele velho diretor me pega mais uma vez! Serei expulso da escola!


Capítulo 3:

Olá gente! A qui é o terceiro capitulo do meu livro! Tem, é claro, alguns erros, mas tomara q gostem! Very Happy Razz

A sacerdotisa de rosas.
Um cheiro novo estava no ar da pequena cidade de Rencencity, dois caminhões de mudanças que seguiam um fusca amarelo de vidros escuros dominaram as ruas, a serenidade foi interrompida pelo barulho e a fumaça, mas, depois de percorrer um longo caminho, pararam e um prédio, um dos únicos prédios da cidade, havia três, o terceiro fora condenado, então, só restara dois, um no bairro das Perolas e outro no bairro das Alamedas, e os veículos pararam no bairro das Perolas.
Repentinamente, uma mulher de curtos cabelos ruivos, praticamente vermelhos, olhos cinzentos vibrantes e vestindo um palito com uma saia cinza clara.
-É aqui mesmo! (Disse com sua voz enérgica) Ande logo Sara! Não temos o dia todo! Ainda quero matriculá-la na escola local.
Uma garota de longos cabelos lisos levemente alaranjados, olhos cor de mel e pele rosada, saiu do carro, emburrada, pela sua expressão não queria conversas, examinava bem o local, de braços cruzados, mas com seus olhos claros arregalados e surpresos, tudo era tão diferente, ela observou as outras residências cuidadosamente, a brisa de verão levava as folhas amareladas e queimadas das árvores, o ar puro e límpido tinha um odor muito diferente do que a menina estava acostumada, as ruas cinzentas e asfaltadas com leves desgastes e bem no centro de tudo uma praça com grandes carvalhos de folhas coloridas, avermelhadas, alaranjadas e esverdeadas, bancos esbranquiçados de tintura gasta espalhados, um pequeno laguinho de águas esverdeadas e leves e uma corda presa em um barranco à beira do lago raso, pelo menos se fizesse amigos já sabia onde passaria o tempo com eles.
-Mãe! (Chamou) A gente tinha que se mudar bem no dia do meu aniversario de 12 anos?!
A mãe deu de ombros.
-Considere isso como um presente de aniversario, querida! (Disse) Uma casa nova!
Sara revirou os olhos, será que a mãe não entendia como ela era feliz na outra cidade? Como mudar de cidade pela primeira vez em sua vida fora a pior coisa que aconteceu em toda a sua existência? Principalmente no seu aniversario de 12 anos? Como era difícil ficar sem seus melhores amigos? Não, a mãe não entendia. Repentinamente uma gata branca desceu do carro, seus olhos azuis redondos observavam cada passo da menina, ficou lá, encolhida ao lado do fusca, amedrontada, nunca vira tanta calma e tanta paz, tinha uma fita cor-de-rosa amarrada no pescoço, que por sinal, a incomodava demais.
-E lembre-se de levar a gata com você! (Dizia a mãe da garota) Seria horrível se ela se perdesse por aí... Bom, pelo menos para você!
A gata deu um tipo de rosnado felino estridente, mas bem baixinho como se murmurasse ‘’Idiota!’’, porém o barulho foi alto o suficiente para Sara ouvir e soltar uma risadinha.
-Não adianta Denise! (Dizia a menina para a mãe) Um dia você e Agatha iram acabar se dando bem!
A mulher riu ironicamente.
-Muito engraçado, Sara! (Disse Denise) Duvido que eu possa ao menos gostar dessa bola de pelos! Ainda mais com nome de gente, portanto é bom que você a deixe assim: Bem limpa, para que possamos ter uma convivência... Pacifica!
-Ela odeia ser tratada assim! (Sara defendeu Agatha) Ela toma pelo menos quatro banhos por semana...
A mulher deu as costas, deixando a filha falar sozinha, Sara, indignada, fez um sinal para que Agatha se aproxima-se, Agatha hesitou, mas logo chegou perto o suficiente de sua jovem dona, Sara coçou suas orelhas e pegou-a no colo, o animal ronronou com prazer e esqueceu do pavor e da fita tenebrosa que a estrangulava.
-Ela não me ouve mesmo, não é? (Sara perguntou ironicamente para Agatha)
Agatha deu um miado de indignação como resposta, a gata pelo visto gostava muito de sua amiga humana.
-É! (Continuou Sara) Eu sei! Depois eu tiro isso do seu pescoço! Que negocio terrível! O que será que deu na minha mãe para por isso em você? Tenho certeza que foi por pura crueldade!
As duas entraram no edifício devagar, Sara era uma menina da cidade, como qualquer outra, estava acostumada a respirar fumaça produzida por caminhões ao acordar de manhã, a ficar trancada em um apartamento com Agatha praticamente o dia todo, e só sair quando suas melhores amigas, Lisa e Renata, a convidavam para jogar bola no velho pátio ou dar uma volta no shopping, quando ela e sua mãe às vezes iam fazer compras juntas, para ir à escola e para freqüentar algum curso, enfim, uma menina normal, com uma vida normal, cercada de pessoas normais, nada de especial... Talvez então, quem sabe sua simples vida poderia mudar? Durante toda a longa e dolorosa viagem a garota pensava exatamente nisso.
Sara dera uma boa olhada no apartamento, era antigo tinha a pintura avermelhada e gasta muitos quadros estranhos e incompreendidos de artistas desconhecidos, um grande e velho sofá de couro amarelo rasgado no centro que não se misturava com a velha pintura e um balcão de madeira escura ao lado da porta com um homenzinho esquisito e mau encarado, a garota olhou bem em volta, o edifício não era bem o que ela esperava, mas sua surpresa foi maior ainda quando ela encarou uma velha escada de madeira cheia de farpas, o homenzinho encarregado do balcão pegou as malas e pô-se a subir pela velha escada, Sara perguntou discretamente a mãe:
-Mamãe, aqui por acaso tem um elevador não tem?
A mãe deu um grande sorriso de satisfação e colocou a mão no ombro da filha delicadamente e explicou com gentileza.
-Não! (Respondeu) Aqui é muito rústico não acha? Seu pai passou uma temporada aqui, sabia?
Denise tremeu por um instante, o pai de Sara havia morrido em um acidente doméstico, Denise tivera que criar Sara sozinha, mas ela sempre manteve uma fotografia de quatro bebês, o bebê do meio, ela reconhecia, era a mãe quando criança e os outros, bem, a garota nunca os virá na vida, Sara nunca entendeu por que a mãe insistia em deixar aquela fotografia bem no centro da sala para poder contemplá-la toda a manhã, até tentaram perguntar quem eram os três bebês, mas Denise se recusava a responder e mudava de assunto. O nome inteiro de Sara era: Sara Brayn Vereidy, Brayn era o sobrenome de sua mãe, mas, Denise sempre mandava a filha apenas atender-se por Sara Vereidy, sendo assim, ninguém sabia seu nome do meio, Sara não entendia o motivo de tanto sigilo, mas se o nome ‘’Brayn’’ incomodava sua mãe, ela fazia questão de apenas ser atendida pelo outro nome.
-Bom (Disse Denise recuperando-se)! Agora nossas vidas vão mudar! Ande logo! Vamos subir!
Sara começou a subir as escadas lentamente sendo deixada para traz com Agatha ‘’ Vão mudar para pior!’’ Pensava ‘’ Realmente, não tem como piorar!’’
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por bombsb em Qua Maio 09, 2012 1:20 pm

bom, eu gostei!!!
avatar
bombsb
Nivel 22

Mensagens : 670
Pontos de reputação : 2
Data de inscrição : 09/04/2012
Idade : 20
Localização : PONTA GROSSA, PR

Ver perfil do usuário http://redstar-histories.blogspot.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por Méri28 em Seg Maio 14, 2012 7:10 am

Ah, eu também gostei! Parabéns Very Happy
avatar
Méri28
Nivel 6

Mensagens : 68
Pontos de reputação : 2
Data de inscrição : 02/05/2012
Idade : 22

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por Ftcv em Dom Maio 27, 2012 8:02 pm

Olá mah_blackt!
Primeiramente, como administrador do fórum, gostaria de informar que para se adequar as novas regras da área Escritores do Fórum eu editei seu tópico colocando todos os capítulos anteriores nele, para que todos os capítulos da história estejam no mesmo tópico, os próximos você posta aqui no tópico da forma que você preferir, também sinta-se livre para editar seu tópico colocando a formatação que desejar!

E agora como leitor, li pela primeira vez sua o segundo e o terceiro capitulo hoje ao reformar o tópico, e caramba, me surpreendi positivamente, Mah_blackt por favor continua essa historia aqui!!! Tá muito boa mesmo! Estou adorando suas descrições e filosofia por trás de tudo no universo fictício que você criou e estou adorando acompanhar, e só pra constar ser acordado por uma raposa deve ser mto bom sahusahsuaha
Parabéns pela história! Continua postando!

E ah, só uma dica, os posts costumam ser mais valorizados quando vc usa um avatar, clique aqui caso queira colocar um!

_________________
Quem quer ser uma pia?
avatar
Ftcv
Nivel 26

Mensagens : 2070
Pontos de reputação : 55
Data de inscrição : 16/05/2010
Idade : 25
Localização : Salvador Bahia

Ver perfil do usuário http://forumilha.forumj.biz

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Seg Maio 28, 2012 8:12 pm

Obrigada Ftcv!!!!!!!!!!! Very Happy Very Happy q bom que vc gostou da minha historia to mt feliz mesmo, tbm queria ser acordada por uma raposa Sad se vc quiser visite tbm o topico Fada Negra que fui eu q escrevi!!!!!! VALEU MESMO!!!!!! Eu sou super fã sua, principalmente nos contos de terror!!!! Very Happy Very Happy Cool
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Seg Maio 28, 2012 8:44 pm

Olá gente! Estou postando mais um capitulo! Espero q gostem! Very Happy Surprised
Colégio da cidade.


-Rose! (Felix chamou a amiga) O que faz aí parada? Venha com a gente! Ande logo!
Rose apressou-se para junto dos amigos, estavam todos no colégio da cidade, o único, e esse era seu nome: “Colégio da cidade” o que é bem apropriado para a ocasião, era hora da recreação, todos os jovens juntos em um mesmo pátio, jogando bola e conversando por trás daqueles portões de grades grosseiras, aquela pintura alegre, mas, antiga quase descascando, o pátio inteiramente limpo e organizado, um prédio alto de pintura alaranjada destacava-se parecendo ter pelo menos quatro andares, dentro do edifício um parquinho na zona infantil onde a pintura colorida, as graciosas figuras animadas e os brinquedos alegravam o clima para os pequenos, na ala do infanto-juvenil, onde Rose e seus amigos mantinham-se parte do tempo, havia secretaria, a tesouraria, imagens e fotografias no corredor, a sala de aula com carteiras de aço, o quadro negro e a diretoria, o colegial, onde os alunos mais velhos geralmente ficavam e onde a garota também nunca havia penetrado.
-Olá, Rose! (Exclamou uma menina loira de olhos puxados e esverdeados, alta, os cabelos presos em um longo rabo de cavalo).
-Olá, Berenice! (Rose animou-se), Olá gente!
O grupo obtinha seis amigos: Berenice, a melhor amiga de Rose e jogadora de basquete na liga da escola, Felix, o melhor amigo masculino de Rose e também um dos únicos, pois os outros eram muito esquisitos pelo menos para a menina, Valeria, uma menina morena de longos cabelos negros e crespos presos em uma trança, a aluna mais inteligente da classe, muito dedicada, gentil, estudiosa, Marcio, fanático por futebol e melhor amigo de Felix, mas não muito amigo de Rose, Alexandre, que conheceu Rose num curso de teatro, não chega também a ser seu amigo intimo, mas ela o achava muito divertido.
Estava tudo claro aquela manha, nenhuma única nuvem no céu os companheiros conversavam animadamente e Rose só seguia o rumo da conversa calada, pensativa e atenciosa a cada palavra dita pelos amigos, o cheiro de eucalipto estava muito forte, o colégio era localizado ao lado de uma plantação, o sol ardente aquecia todos dentro do edifício e fez com que Rose tirasse o casaco.
Derrepente Valeria se aproximou mais do grupo, seus olhos negros brilharam e então ela encarou Rose e sorriu amistosamente.
-Chegou bem na hora, Rose! (Disse sorrindo) Esta sabendo da menina nova?
Rose balançou negativamente a cabeça, e fixou o resto do grupo com seus olhos claros brilhando.
-Já ouvi dizerem alguma coisa do tipo, (Disse para a colega) mas, concretamente, não estou sabendo nada!
Todos se entreolharam e soltaram uma risadinha com ar um tanto debochado, a menina olhou-os de jeito acusador.
-Do que estão rindo? (Perguntou impaciente) Qual a graça?
Marcio deu um passo à frente e indagou com um jeito esnobe e provocador.
-Não é nada Rosane! (Disse em meio a uma risadinha) Estão dizendo por aí que ela se parece muito com você!
Felix deu um passo á frente não deixando de escapar uma risadinha.
-Estamos tentando imaginar você como uma menininha da cidade!
Rosane olhou-os dentro dos olhos e sentiu que estava corando, seus melhores amigos caindo nas fofocas das indesejáveis colegas de classe, que decepção e até a comparando como uma.
-Se vocês não a conhecem, (Disse em tom acusador) Então como podem defini-la dessa forma?!
-Não é isso Rose! (Felix continuou) Imagine você, metida e nojenta como às outras garotas!
Rose simplesmente foi afastando-se do grupo devagar, mas Berenice segurou-a e fixou-a.
-Calma Rose! (Disse) Você não entendeu! Não é que achemos que você seja uma menininha da cidade, mas é que fica engraçado te imaginar como uma, se isso te incomodar paramos!
Rose voltou a juntar-se ao grupo, mas sem dizer nada, se sentiu mal em ser comparada a uma menina metida, talvez fosse apenas exagero seu, mas não importa, sentimentos são imprevisíveis, o recreio todo, a menina seguiu os amigos calada, sem assunto, tentando desviar a atenção para que possa pensar como evitar certos comentários vindos da aparência da nova estranha que chegaria às aulas provavelmente na segunda-feira, porque ela não deixava passar o resto do ano para que pudesse entrar na escola? Porém animou-se, Berenice havia prometido ir até sua casa após a escola, Samanta não era muito chegada a visitas, e também não queria que Rosane ficasse em casa sozinha com uma colega, já que o trabalho de Samanta a impedia de ficar junto a elas para garantir que coisas ruins não aconteçam nesses casos não confiava tanto na sobrinha, pois se alguém achasse algo que não devia seria um desastre.
Rose e seus amigos costumam passear na praça em frente ao velho edifício do bairro, era perfeito caminhar, conversar e se divertir a tarde toda naquele local tão interessante.
Mas o fato na menina nova ainda incomodava Rose, o terrível golpe das indesejáveis já acertava seus ouvidos todos os dias apesar dela não dar a mínima e algumas vezes esquecer que esta numa escola e responder bem aqueles comentários.
A recreação demoraria por pelo menos mais dez minutos, Rose teria tempo de esvaziar a mente antes de voltar a estudar, precisava dar um jeito de se concentrar apenas nos estudos, pois as provas começariam em breve e ficar de exame no final do ano não estava nos seus planos, a garota refletiu um pouco e começou a conversar animadamente com os companheiros como se nada tivesse acontecido.
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por bombsb em Qui Maio 31, 2012 12:17 am

mah, mah vc escreve muito bem, esse trecho foi mais calmo, mais pacato sem muita ação.
vc tem facebook???
Smile
avatar
bombsb
Nivel 22

Mensagens : 670
Pontos de reputação : 2
Data de inscrição : 09/04/2012
Idade : 20
Localização : PONTA GROSSA, PR

Ver perfil do usuário http://redstar-histories.blogspot.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Qui Maio 31, 2012 4:20 pm

tenho! Very Happy Valeu!!!!!
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Qui Maio 31, 2012 4:21 pm

to como mah stefano no facebook, Bombs vc verá quem é a nova ''menininha da cidade', muahahahahahahaha!!!!!
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por bombsb em Qui Maio 31, 2012 10:55 pm

i will Twisted Evil
avatar
bombsb
Nivel 22

Mensagens : 670
Pontos de reputação : 2
Data de inscrição : 09/04/2012
Idade : 20
Localização : PONTA GROSSA, PR

Ver perfil do usuário http://redstar-histories.blogspot.com.br/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Qua Jun 06, 2012 10:26 pm

OI GENTE, ESSE EU ESCREVI DE ULTIMA HORA, MAS ACHO Q FICOU LEGAL! Very Happy TOMARA Q VCS APROVEM!

Capitulo cinco:
O reencontro:
Os dez longos minutos se passaram em fim, Rose já ia voltando com Berenice para a sala de aula, Felix e Marcio estudavam em outra turma, eram um ano mais velhos, claro que esse detalhe não atrapalhava em nada a amizade, os demais eram da classe vizinha, haviam três classes do sexto ano, e o diretor geral, Sr. Tenquis organizou-os por ordem alfabética, assim como fez com o quinto quarto, sétimo e oitavo ano.
Depois de subir as escadas que davam para o ultimo andar, as meninas encaminhavam-se para o ultimo obstáculo até a sala de aula, a secretaria, mas não seria fácil, por ser a única escola da cidade, certamente muitas mães estariam com seus filhos na secretaria prontos para a matricula do ano que vem, caso o contrario a criança teria de se contentar estudando em outra cidade, essa conseqüência resulta num tumulto de pais e filhos naquela época do ano.
O corredor estreito estava cheio de mães e as garotas nem chegaram à secretaria, seria difícil passar por entre o mar de pernas, Rose desejou que Samanta tivesse lhe ensinado a se tele transportar por meio de magia, mas Samanta dizia sempre que isso era um nível muito avançado e difícil de magia, que ela ainda era jovem, que logo aprenderia a fazer coisas inacreditáveis, mas naquele momento o que importava era aprender a historia de toda a magia, Rose até achava que Samanta tinha razão, levou meses para que ela aprendesse a se vestir com magia, ainda mais a roupa que ela desejava, a velha sacerdotisa disse que Rose dominou o feitiço bem rápido, já que a maioria longe da atmosfera mágica, demora anos.
Abrindo caminho entre o tumulto, a grande floresta de pernas aumentava cada vez mais, quase sendo esmagada, Rosane não se rendeu e junto de sua companheira, empurrou sem nenhuma sutileza, todos os pais e filhos naquele minúsculo corredor, uma longa jornada até a porta da secretaria, uma viajem que parecia sem fim, até que, finalmente, no final do corredor, o próximo e ultimo desafio até a sala de aula.
Sem tempo de respirar ou de se recuperar, as garotas correram o mais rápido possível, não podiam parar, mas Rose começou a olhar para os lados, apenas para tentar notar os novos estudantes, lá estava, um garotinho loiro, que aparentava ter oito anos,de braços cruzados, não parecia satisfeito, pelo jeito, devia ser novo na cidade, parece que muitos que habitavam a cidade grande estavam se mudando para a velha Rencencity, uma menina ao seu lado, apenas alguns anos mais velha que o garoto, aguardava a mãe pacientemente, pais e seus filhos entravam e saiam, que caos, pelo menos, sabia que em poucos dias a confusão iria acabar, continuou a observar a confusão, assim que o menino e a garota saíram acompanhados da mãe, outros foram chamados, uma mulher, cabelos curtos, avermelhados, bem cacheados, olhos cinzentos e intensos, rígida, trazendo consigo uma garota de estatura media, aparentava ser pelo menos dois anos mais nova que Rose, mas ouviu sua mãe comentar que estudará este ano na mesma serie que a sua, ela estava de costas, o comprimento de seu cabelo era igual ao de Rose, mas a cor era alaranjada, usava uma calça com um casaco e sapatilhas, um traje aparentemente confortável, a menina se virou, Rose estava andando lentamente, mas parou, olhos cor de mel iluminavam o rosto da garota, extremamente parecidos com os seus, Rose teve a impressão que a garota roubou-o de sua face, seus traços eram iguais, pareciam gêmeas, apenas a cor do cabelo as diferenciava, como podiam ser tão parecidas?
Centenas de pessoas empurraram Rose tentando passar pelos corredores, mas a menina não se mexia, estava perplexa, a outra nem percebia que estava sendo observada olhava em volta calmamente, pegando cada detalhe, deu um longo suspiro a recepcionista olhou para a garota carinhosamente e depois perguntou para a mãe.
-Como é o nome dela?
-Sara Vereidy. (Respondeu a mãe monotonamente)
‘’Sara’’ pensou Rosane ainda parada olhando fixamente para a menina, examinou-a de cima a baixo, seria ela? Seria ela a garotinha da cidade que seus amigos disseram? Seria ela a quase gêmea de Rose? Com toda a certeza! Quem mais seria tão parecido! Era fisicamente impossível, aquela menina era uma copia quase exata.
-Por que parou de andar sua imbecil?!
A garota acordou do transe, Berenice agarrou-a pelo braço esquerdo e arrastou-a a força em direção a sala de aula.
-Ore Rosane! Ore! Ore para que a professora nos deixe entrar na sala!
Rose engoliu um seco.
-Eu... O que... Escola? Ah!... Claro! Escola! Vamos! Vamos correr!
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por mah_blackt em Qua Jun 06, 2012 10:28 pm

VOU COLOCAR O RESTO DO CAPITULO DEPOIS!!!!!!!! ESPERO Q GOSTEM!!!!!!!
avatar
mah_blackt
Nivel 6

Mensagens : 62
Pontos de reputação : 1
Data de inscrição : 20/11/2011

Ver perfil do usuário

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Irmãs da Chama

Mensagem por Conteúdo patrocinado


Conteúdo patrocinado


Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum