Fada negra:

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Fada negra:

Mensagem por mah_blackt em Dom Nov 27, 2011 6:38 pm

OI povo, eu escrevi um PEQUENO livro e essa é a parte 1, comentem POR FAVOR! E se vcs gostarem eu coloco o resto! Very Happy Cool Smile Very Happy


Fada Negra um

-Entendeu agora, Vênus? (Uma voz jovem e seca vinda da escuridão dirigiu-se a mulher perplexa e pálida a sua frente)
Um homem jovem, cabelos castanhos, olhos negros e cansados, vestido formalmente com um terno negro, tinha uma expressão séria, estava em pé com as mãos atrás das costas em frente a sua escrivaninha, encarando Vênus, a fada do campo, uma de suas empregadas na Assembléia, vestida com um avental por cima da veste verde escura e usando botas, ela encarava-o assustada, seus longos cabelos loiros presos em um coque quase desmanchado jorravam de um lado para o outro, suas rugas de preocupação muito visíveis no rosto.
A sala escura e sombria completava o cenário, a fada do campo não sabia o que dizer, era um fardo muito pesado o que o homem pedira para carregar.
-Lamento senhor... Mas o que está me pedindo e impossível!
-Vênus você não entendeu a diferença que fará se aceitar!
-Com todo o respeito, senhor governador, mas eu tenho quase setenta e sete anos! E estou ficando velha! Não posso! Não tenho condições de criar uma criança!
-Deixe de asneira! (Exclamou o homem) Olhe só! A senhorita trabalha como quem tem pouco mais de quarenta!
-Senhor Dudelitz, não tenho condição financeira! O senhor vê! Não poderei pagar essas despesas! Mal pago as minhas!
-Eu lhe darei aumento! (O homem disse desesperado) Quarenta por cento! Cinqüenta! Não importa! Cem por cento! O que a senhorita desejar! Parte do que produz na Assembléia pertencerá à senhorita! Assim está bem?
-Senhor...
-Vênus ele não irá atrás de você! Ele NUNCA vai suspeitar! Estarei cuidando de tudo! Inclusive da máxima proteção! Você sabe da historia dessa menina! Ela será incrível! Depois que crescer não precisará mais de você.
-Senhor... Uma criança especial assim... Como posso...
-Conte a ela o que está acontecendo quando sentir que é a hora.
-E o pai? Está morto?
Silencio, o homem fechou os olhos e suspirou lentamente.
-Já lhe respondi antes.
-Por que está confiando isto a mim?
-Por que ainda lembro dos nossos tempos... Dos últimos anos do colégio... Sei que sumi, e peço desculpas! Que tipo de amigo eu sou? Você mesmo assim ainda me trata bem e até veio trabalhar para mim! Envergonho-me do que fiz, perdi meus amigos e meu irmão, você é a única pessoa em que mais confio.
-Oh... Leonard... Eu... Onde esteve antes de seu irmão...
O homem sentou-se em uma cadeira na frente de Vênus.
-Tentando ser maior do que ele, fazendo matricula em vários colégios, estudando dia e noite, tentando ser o maior perito em magia.
Silencio novamente.
-O que me diz? Pode segurar esse fardo?
Vênus levantou-se.
-Sim, um dia vou me arrepender.
Leonard Sorriu e apertou a mão de Vênus, realmente satisfeito com seu trabalho. Leonard
-Ninguém, além de nós saberá disto! Muito obrigado!
Vênus saiu da sala quase tropeçando em seus próprios pés, Leonard suspirou com profunda tristeza e murmurou:
-Você pagará, pagará a mim com seu sangue, não sei quem você é, mas irei descobrir então você terá de pagar.
Fim do epílogo.


Última edição por mah_blackt em Sex Fev 22, 2013 2:47 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Fada negra:

Mensagem por bombsb em Sex Maio 04, 2012 3:42 am

muito bom!!!

vc escreve muito bem!!!

agora eu vo mimi!!!!
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Re: Fada negra:

Mensagem por mah_blackt em Dom Maio 27, 2012 6:41 pm

Capitulo um:
Sellene
Quatorze anos depois:
6hOOmin da manhã na bela floresta de Miralinda, na velha cabana localizada no centro das arvores onde nenhum habitante, tanto do mundo civilizado e comum para nós quanto de outros, ousa penetrar, tudo estava calmo, sereno, tranqüilo, a luz brilhante ofuscava os olhos de quem fixava o céu.
Havia dois andares na cabana separados por uma grande escada lustrosa, o segundo localizava-se uma bela sala, com um grande trono amarronzado na direita outro a esquerda e duas vidraças onde a luz solar penetrava, o grande carpete surrado e vermelho tampava parte do lindo chão de madeira clara, o sol que surgia do horizonte era diferente, era morno, quase frio, imitia uma luz prateada e destacava o grande trono da esquerda que brilhava como nunca, as paredes claras e alaranjadas apagaram-se enquanto o sol da manhã dava destaque aos objetos.
No outro cômodo, localiza-se a cozinha, limpa e organizada com muitas ervas curiosas, coloridas, guardadas em potes e penduradas nas paredes sempre com grandes pedaços de uma madeira que aromatizava o ar e deixava um leve aroma de lavanda e terra molhada, havia uma grande mesa redonda de pura madeira escura, armários fechados onde se armazenava os alimentos e uma pia de aparência um tanto usada, mas sem nenhum minúsculo sinal de desgaste, o chão lustroso de madeira macia e clara, as paredes levemente amareladas, em volta da grande mesa cadeiras graciosas.
Uma escada de madeira escura que se encontrava num canto da sala de estar dividia o primeiro do segundo andar.
Já no primeiro andar havia muitas portas, de todos os formatos e tamanhos, no final do corredor escuro uma porta maior se destacava atrás dela um quarto desorganizado, fotografias, papeis e roupas espalhavam-se pelo chão de madeira, tudo num tom azul claro com alguns pontinhos prateados e brilhantes que pareciam com estrelas, uma pequena porta que levava a um minúsculo banheiro, um grande armário de madeira clara, uma prateleira com um grande despertador dourado e diversos livros que despencavam quase levando a frágil prateleira junto, ao lado da estante um instrumento musical com o formato de um machado que possuía sete cordas tinha cor vermelha e detalhes dourados e brilhantes, o teto era branco coberto das mesmas estrelas prateadas que brilhavam em uma intensidade absurda, em um canto da parede, uma fotografia em uma moldura de prata se destacava das demais estateladas no chão, mostrava um grupo de garotos, uma garota de cabelos escuros com a franja rebelde tapando metade dos olhos castanho-avermelhado ria no meio de três meninos e duas garotas que pareciam também rir histericamente, a foto mudava intensamente de cor, e, é claro, se destacava uma grande cama no centro, nessa cama adormecia uma jovem com sono pesado e inquieto, se debatia e suava.
Os cabelos lisos, longos, rebeldes, castanhos muito escuros, tão escuros que chegavam a serem praticamente negros apenas com pequenas e quase invisíveis mexas mais claras, espalhavam-se pelo travesseiro, sua pele branca e rosada, seu corpo coberto pelo suor, devia estar tendo um sonho ruim, vozes vinham a sua cabeça, horríveis imagens percorriam sua mente, parecia que sua dor permaneceria eterna.
Ouve-se, de repente, um pequeno som suave e penetrante que fez a garota abrir um pouco os olhos, era muito agradável acordar toda a manhã ouvindo aquela doce melodia, como apenas aquele pequeno tilintar podia desperta-la da terrível prisão dos maus pensamentos? Mas, duraram apenas alguns segundos, pois o despertador da prateleira começa a tocar incansavelmente quebrando o suave som que penetrava no ar e provocando um verdadeiro show de fogos de artifício e luzes coloridas, causando um verdadeiro estrondo e derrubando diversos livros ao lado, fazendo Sellene Blaquet se levantar rapidamente, a garota sentou-se na cama apavorada e ao perceber que tinha apenas sonhado novamente, tranqüilizou-se respirando devagar, o despertador ao ‘’vê-la’’ acordada parou e ‘’recolheu’’ as faíscas no ar, Sellene respirou mais fundo, pós as mãos molhadas em seu rosto, estava tudo bem as imagens tinham abandonado o quarto.
-Eu... Eu vou precisar de um novo despertador! (Disse gaguejando) Sissie... Você está bem?
Não houve resposta, mas um leve suspiro vinha de uma cesta de madeira ao lado da cama da garota, dentro da cesta, algo respirava coberto por um manto branco, dormia tranquilamente como se nada tivesse acontecido ao ver à cena Sellene, inconformada, levantou a voz.
-Sissie! (Disse rígida) Por Deus! Seu cão desgostoso! É impossível não perceber esse estrondo!
Um ronco leve e refinado fez com que o manto estremece-se, Sellene fixava a cesta com ar de desaprovação.
-Nem todos têm a sua audição maravilhosa, está bem?! (Uma vozinha vinda da cesta exclamou, parecia exausta).
A garota revirou os olhos castanhos escuros com um leve brilho avermelhado como se fosse um monte de seiva escura e brilhante, dirigiu-se até o banheiro lentamente ignorando o leve ronco.
-Está bem! Durma mais um pouco!
Não houve resposta, todos nós já ouvimos falar de mundos, seres, pois não estamos sozinhos no universo, na pequena cidade de Miralinda, há um mito que predomina e diz que existe um mundo fantástico cuja entrada é localizada no interior da grande e selvagem floresta, mas ele é real, Sellene e muitos outros seres que nunca imaginaríamos em nossos sonhos mais estranhos vivem nesse mundo, mas é extremamente mais complexo do que pensamos muitos tolos já tentaram cruza-lo, dizem que a floresta não tem fim, e isso é apenas mais um truque da grande assembléia, o governo daquele mundo administrado por Leonard Dudelitz, o grande feiticeiro, sua família é lendária e entrou para a historia da magia como ‘’os geradores de benefícios’’, apesar de que Leonard teve de ser criado por um tio, pois seus pais morreram precocemente, o irmão mais velho de Leonard, Thomas, faleceu, portanto o cargo de governador passou para seu irmão mais novo, apesar de ser muito famoso no presente, só ficou conhecido quando Thomas deixou o mundo, a assembléia tomou a decisão desse feitiço para que os habitantes do mundo mágico saiam da cidade pelo portal adequado por pura segurança, esse truque chama-se Inqueritus e é ilusório, todos tem a impressão de que a floresta não tem fim.
Para Sellene e para todos desse mundo nós não existimos, não existe tecnologia, para eles só há magia, somos apenas mitos, criaturas fictícias, apesar de dizerem que as criaturas mágicas já conviveram conosco num passado distante e até herdaram alguns hábitos humanos, os habitantes do mundo mágico dizem que por traz da floresta há algo obscuro, que a muitos animais selvagens, perigosos, devoradores de homens, o medo acaba sendo superior à curiosidade, e, uma das principais leis da Assembléia e que nenhum habitante licenciado deve cruzar a barreira ninguém, até então, ousou desobedecer.
Existe outra língua, a língua código, Greminourus, todos os habitantes fantásticos falam essa língua, assim como nós, existem também outros povos que falam de maneiras diferentes, a uem verdadeiro espetáculo de culturas por trás de cada mundo e de cada ser, culturas demais para serem aprendidas de um dia para o outro, existem coisas que nunca imaginamos que existissem, não vemos porque nos recusamos a abrir os olhos, nesse mundo, a floresta de Miralinda é a qüinquagésima terceira dimensão do país das grandes árvores, é um país pequeno, de segundo mundo, existem vários países mágicos, o maior deles é o país Winspelling, o maior exportador de plantas exóticas, alimentos industrializados e outros produtos, além de ser muito populoso.
Existem milhões de seres, Sellene é apenas mais uma fada, alguns tem palpite de que ela é uma Lufiti (Fada da lua) outros de que é apenas mais uma Beren (Fada das flores), mas esses palpites são apenas porque Sellene ainda não havia se transformado, a transformação é a passagem de uma fada infantil para uma fada madura, ficam ainda mais poderosas, ágeis, talvez até cresçam asas, mas era estranho, pois Sellene completara quatorze anos e sua transformação ainda não ocorrera o que devia ter ocorrido a pelo menos dois anos atrás, as fadas transformadas que possuem asas ou outras características especiais fazem-nas aparecerem quando ficam conectadas com suas mascotes que são companheiros até a morte, podiam ser qualquer animal cujo sangue mágico corre entre as veias e é selecionado para cada ser, sem uma mascote para concentrar sua energia o ser pode sofrer um tipo de descarga que pode levar morte já que a sua divisão de poder foi quebrado, qualquer um que comece a usar magia necessita de uma mascote para que o poder não se torne excessivo demais para o próprio corpo alguns que tentaram utilizar magia sem um desses animais tiveram fins terrivelmente dolorosos.
Mas ela não se importava, ou pelo menos pensava que não se importava, pois com ou sem poderes especiais sabia do que era capaz, sabia que poderia tomar o caminho que quisesse sendo ou não uma fada, e julgava que sempre foi por um dos caminhos certos, existem diversos caminhos, cada um precisa escolher o seu na vida, Sellene sabia disso, independente, uma pessoa de opiniões próprias, tinha uma visão divertida de tudo a sua volta, muito fiel aos seus amigos e, às vezes, muito dramática e curiosa, quase irritante, tímida com alguns e extrovertida com outros, Sellene era fisicamente e emocionalmente forte e não sabia controlar isso, comportamento geralmente considerado estranho para uma fada, não gostava de compartilhar suas tristezas, na verdade, gostava de sofrer calada, de frágil e indefesa, como se esperava, não tinha absolutamente nada, era alta e tinha um físico atlético e forte.
Ela entrou no minúsculo toalete, sem banheira, apenas uma pia, um grande espelho pois apenas seres mágicos com muitos portaces, que era a moeda local, conseguiam ter um desses objetos considerados no mundo mágico um tanto inútil, Sellene e outros seres tinham que lavar-se sempre no laguinho localizado em uma clareira a alguns passos atrás da grande cabana, a menina balançou seus cabelos em uma tentativa vaga de deixá-los menos bagunçados, seus olhos escuros faiscavam, sua pele era branca como a lua, mas sua face era rosada como a mais delicada pétala.
A menina chacoalhou as mãos e, em questão de segundos, ela estava vestida da cabeça aos pés com um uniforme, camisa branca e um paletó azul celeste com saia dessa tonalidade e sapatilhas grossas e negras, não parecia muito confortável, Sellene não gostava nem um pouco do uniforme que tinha de vestir quase toda manhã, mas raramente reclamava, pois estudava no melhor colégio de jovens fadas e ninfas mor (Ninfas de tamanho natural) da pequena dimensão mágica de Miralinda, isso era fantástico, é claro que há outras dimensões em outros paises e estados e com esses pequenos mundos, outras escolas ainda melhores, mas a bolsa de estudos da garota foi conquistada com extremo esforço.
Saiu do banheiro, sua franja para o lado estava sempre impecável apesar de quase tapar metade dos olhos e os seus cabelos rebeldes levemente bagunçados, ela não estava muito feliz em voltar às aulas, mas seria bom voltar a ver as colegas de classe.
Sellene era bonita, de aparência normal, todos nós temos beleza, cada um tem a sua, não existe feiúra, pelo menos algo maravilhoso por dentro ou por fora qualquer pessoa tem.
Olhou em volta de todo o quarto, toda vez que acordava olhava bem em volta do cômodo, estava repleto de lembranças, passou seus quatorze anos naquela cabana velha, apenas ela podia dizer quanto era doce à explosão de sabores ao lembrar de tudo que viveu naquele lugar tão confortável e tão adorado que realmente conhecia desde nascida, ao olhar para a cama deu um passo à frente, encontrou uma cachorrinha com pelos brancos e abundantes, olhinhos bem negros e com uma expressão inteligente e profunda, o animal estava vestindo um pequeno cachecol azul celeste com um S estampado, seu olhar demonstrava cansaço e suas pupilas estavam prestes a fechar.
-Sissie! (Exclamou Sellene) Você finalmente está de pé! Pensei que ia ter que te arrastar até o andar de baixo!
Sissie deu-lhe as costas pondo a mostra sua cauda levemente enrolada.
-Eu não vou deixar você chegar atrasada no primeiro dia de aula! (Exclamou Sissie com certo ar de indignação) Além disso, eu estou morrendo de fome! Ande logo, garota! Quer que eu morra desnutrida?
A garota olhou-a inconformada, a cachorrinha era um saco sem fundo, mas era fiel, um pouquinho esnobe, mas ao mesmo tempo gostava muito de sua jovem amiga, estavam juntas desde o primeiro ano de vida de Sellene, era sua mascote, companheiras, fieis até o fim, mas muito frequentemente a garota tinha impressão de Sissie achar que ela era sua mascote e não o contrario como é o esperado.
Sellene e Sissie desceram a escada rapidamente, pulando alguns degraus, até chegarem ao segundo andar, o trono estampado por uma espécie de couro marrom á direita, uma mesinha no centro, outro grande trono á esquerda, e o restante da sala era iluminada pela luz solar que a grande vidraça deixava entrar, retratos de um pequeno bêbe de cabelos castanhos enroladinhos e olhinhos negros, as fotos mudavam repentinamente de cor, do cinza para vermelho, do vermelho ao azul e do azul para a cor natural.
Isso acontecia, pois o conhecido duende Richard Belaminno conseguiu captar as cores do arco-íris em uma pequena caixa com um grande furo de um lado, esse furo captava imagens, mas é claro que isso ocorreu em outra época, no período Frêntico, que seria como o nosso período renascentista, mas agora o mundo está no período Grifius, o que seria praticamente como os anos 90.
O sol do outro mundo é extremamente diferente do nosso, o começo da grande fantasia começa em meio à floresta (que, de acordo com os humanos, não tem meio muito menos fim) sendo assim o sol já é outro, o nosso é ardente, e a pele de todos aqueles que vivem atrás do portal é sensível, podem até queimar, portanto o sol do meio da floresta é morno, quase frio, aparecendo toda manhã com seus raios prateados e com invisíveis toques dourados.
Sellene dirigiu-se a cozinha, abriu a grande porta com Sissie ao seu lado e ao olhar com o canto do olho para a mesa redonda, avistou uma senhora de aparecia desgastada, cabelos longos e loiros, olhos verdes apagados, face rosada, vestindo humildemente um avental por cima de um vestido vermelho, um grande sorriso branco estampado em seu rosto, seus olhos brilharam de alegria ao ver a garota, ali, parada na porta.
-Sellene! (Exclamou Vênus) Sente-se, meu bem!
Sellene empurrou a cadeira ao lado de Vênus e sentou-se.
-Bom dia, Vênus! (Disse alegre) Onde está Esme?
Vênus revirou os olhos fazendo uma expressão de desaprovação.
-Aquela gata presunçosa ainda está a dormir!
Sellene riu para Vênus e sorriu para Sissie que subira na mesa e começara a devorar as iguarias, yand (Doce feito do caldo da planta Felicity misturado com ameixeiras e um pouco de brilho de pequenas ninfas).
-Animada para o primeiro dia de aula? (Vênus olhou-a em um sorriso amigável)
Sellene fez uma leve careta, a ultima coisa que ela queria era ter de voltar às aulas, Vênus ao perceber o gesto de desgosto aproximou-se mais da garota e deu-lhe um tapinha nas costas.
-Bem, preciso realmente e infelizmente ir! (Sellene levantou-se relutante e carregou a mochila azulada em cima da quinta cadeira)
Ela levantou-se da grande mesa e dirigiu-se a porta da frente, Vênus, que tinha uma terrível mania de exagerar quando se tratava do bem estar da garota, seguiu Sellene.
-Mas... (Exclamava) Você vai sair assim?! Sem comer nada?!
Sellene morava com Vênus desde seu nascimento, jamais conheceu seus pais, sua mãe faleceu no dia do nascimento da filha os parentes de Sellene moravam em lugares muito distantes, a maioria não tinha condições de ficar com a garota outros estavam mortos há anos, Vênus era conhecida da mãe de Sellene e seu desejo foi que se houvesse algum acidente e ela estaria impossibilitada de cuidar da filha, a mulher ficaria encarregada da guarda da menina.
E seu pai? Bem, ninguém nunca disse a causa de sua morte nem nunca comentou seus parentes desse lado da família, não completamente, Vênus dizia que seu pai morrera por conta de acidentes domésticos ‘’ Que tipo de acidente?’’ Perguntava curiosa para Vênus, que logo mudava o rumo da conversa, se mostrava desconfortável a falar do pai, portanto, não querendo causar preocupações para sua guardiã, a menina não comentava mais nada, perguntava para os outros, e eles só respondiam: ‘’Seu pai era um bom homem’’ e davam de costas, mas para Sellene, o que importava era o presente, mesmo que ás vezes, quando dormia, ouvia os gritos que diziam ser de sua mãe, ela se recompunha e voltava sempre a dormir, e sentindo-se como se nada tivesse acontecido, sua vida era simplesmente perfeita, não desejava nada a menos e nada a mais.
Sellene riu e fez sinal para que Sissie se aproxime.
-Eu comerei na escola! Agora preciso ir! Vamos Sissie!
Sissie e Sellene se dirigiram até a porta da frente rapidamente quase escorregando no chão limpo, Vênus sentou-se em um dos tronos grandes e luxuosos, sua voz um tanto rouca, porém doce disse em um tom maternal:
-Cuidado Sellene! (Dizia) Lembre-se de nunca sair da trilha! Os animais ferozes não costumam passar por essa região! Estarei de volta do trabalho as quatro! Quero vê-la em casa! Não desvie seu caminho!
-Eu sei!
Mas, quando estavam prestes a abrir a porta, algo impediu a garota de sair, algo ronronava e esfregava em sua perna, Sellene se arrepiou, mas ao olhar para baixo, viu Esme, a velha gata branca e manchada de preto de Vênus, sua melhor amiga e por acaso sua mascote.
-Bom dia! (Ronronou Esme) Indo ao colégio da inconveniente Madame Bryana?
Vênus ao ver Esme deu um grande sorriso, mas não um sorriso amistoso, que, aliais não era nada agradável, um sorriso forçado que fez com que a gata se arrepiasse, e deu para sentir uma gota de suor escorrer do nariz pontiagudo de Vênus e pingar no chão lustroso.
-Esme! Ótimo que já tenha acordado! (Exclamou Vênus) Eu vi algo... Interessante em uma velha carta... Gostaria que você entrasse em contato com Leonard!
-O que você viu Vênus? E tão serio assim que o Leo precisa saber?
A voz de Sellene atingiu-a em cheio Vênus, a velha senhora disfarçou novamente com um grande sorriso falso.
-Nada! (Disse Vênus) Nada mesmo! Ande logo ou quer se atrasar?!
Sellene quase foi empurrada para fora da velha cabana, saiu pela trilha pensativa, Se não é nada por que tinha de alertar a Leonard, a autoridade máxima na cidade? Vênus estaria escondendo-lhe algo? Claro que estaria! A maneira estranha que se comportou entregou seu esquema, mas a grande e mais importante pergunta que Sellene não conseguia responder era: O que tinha na velha carta? Por que Vênus esconderia algo dela? Bem, aquilo não era importante no momento.


Última edição por mah_blackt em Sex Fev 22, 2013 2:49 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Fada negra:

Mensagem por mah_blackt em Qua Jun 13, 2012 2:25 pm

Oi novamente pessoal! Aqui está mais um capitulo espero que gostem! Fiquei com um pouco de vergonha desse capitulo! Qualquer coisa vou arruma-lo! Very Happy Embarassed

era importante no momento.
Capitulo três:
Academia de fadas e ninfas mor de Madame Bryana.
Sellene cruzava a grande trilha de areia com a mochila azul clara nas costas e sua fiel amiga Sissie ao lado, a garota permaneceu calada, Vênus exagerava na proteção às vezes, mas ela nunca manteria segredinhos escondidas de sua filha, Vênus e Sellene têm uma excelente relação, apesar de à menina reclamar da super proteção, ela sabia que Vênus não fazia nada por mal, a mulher se esforçava muito para ganhar portaces, era pura prata entalada em uma pedra colorida com um tom esverdeado, Sellene também ajudava a conseguir portaces, muitas vezes depois da aula, ajudava na grande loja de animais do senhor Bolegar, também seu mentor, ela se interessava muito em criaturas de todos os reinos e então, Bolegar disse que poderia trabalhar lá, assim poderia aprender tudo que podia e ao mesmo tempo ajudar Vênus, o homem era um mago, magos não são muito poderoso, mas são sábios, segundo a ele, tinha uma doença de pele e precisava sempre passar um creme especial, mas Sellene dizia que o mago passava apenas para o seu prazer ou por causa de uma estranha psicose, Vênus exportava plantas raras para os estudos realizados na assembléia e, por isso, ela precisa viver em meio a nascente das ervas e outras plantas.
Sellene, depois de dez minutos, parou na imensidão verde, mas em meio ao mato uma parede constituída de grandes pedras encardidas pela terra com pequenos buracos feitos a caso do desgaste natural coberta pela relva verde, quase invisível, a menina livrou a parede da relva e ficou em frente do que parecia ser uma grande porta e disse em voz alta.
-Demandrius!
Derrepente, como um terremoto, tudo começou a tremer, dera a impressão de que as árvores estavam despencando, mas a grande parede de pedra se abriu, e, sem muita cerimônia, lá se foi a jovem Sellene.
Atrás de todas as pedras, Sellene encontrara um pequeno jardim, cercado de cerejeiras, um pequeno laguinho de águas cristalinas, gramado verde vivo.
A menina ficou em frente ao centro do jardim, respirou fundo, e, começou a cantarolar em voz alta.
-Aguilera, luminares, lufitis, magicus, lembero gramideas flates volts luminis.
Uma força invisível forçou Sellene a fechar os olhos, ficou assim por um bom tempo, o que parecia horas, mas durou apenas segundos, ao tornar a abrir os olhos escuros e intensos, não encontrou jardim, mas sim casas, monumentos, estradas asfaltadas, calçada, milhares de lojas, bilhares de pessoas, caminhando e conversando amistosamente, uma pequena e adorável igreja, uma das religiões seguidas pelos habitantes daquele mundo fantástico é a cristã, tanto para alguns deles quanto para alguns de nós só existe um criador do universo, é claro que existem outras.
Algumas meninas, mais velhas ou mais novas que Sellene, usavam o mesmo traje da academia das fadas e ninfas, outras vestiam mantos negros, brancos e cor de safira com o símbolo da grande academia de feiticeiros e feiticeiros (Que Sellene pessoalmente adoraria freqüentar), outras ainda vestiam um saia xadrez da cor verde esmeralda, outras calças pretas e uma blusa branca da academia bruxos e bruxas, bruxos e bruxas mexiam com magia Herbimera, magia das ervas, faziam apenas feitiços com plantas e outras ervas venenosas ou medicinais, algumas pedras especiais também entravam nos feitiços realizados para armazenar o poder contido nas conhecidas poções, alguns bruxos mais antiquados utilizam também a conhecida vassoura voadora para se locomover, mas a maioria costumava apenas utilizar algum outro meio de locomoção, os feiticeiros são considerados muito poderosos, pois mexem com todo o tipo de magia, mas um dos seus truque mais famoso seria um dos mais perigosos, porém também um dos mais simples, o de se tele transportar, o feitiço é simples, mas uma palavra errada ou erro na formação do grande circulo de pedra necessário para a magia funcionar pode acabar em uma terrível tragédia, por isso os feiticeiros são tão famosos no mundo mágico, sua habilidade e coragem para realizar esses truques são excepcionais.
Sissie e Sellene caminharam por dois quarteirões da grande cidade, andando calmamente e apreciando a brisa, até chegarem a um imenso edifício branco, que mais parecia um castelo, na entrada, a bandeira escolar, um pequeno camundongo branco olhando paras o céu e o fundo azul celeste, na porta, grandes e brutos leões de pedra guardavam o local e um imenso portão de pontas de ferro e aço cortante cercavam a escola, pois ao lado, havia a academia Brutus de vampiros e Selfas (sinônimo de vampiras) por senhor Henrrico.
Os vampiros e Selfas eram, em uma época, altamente discriminados pelo mundo fantástico, por serem considerados seres noturnos vorazes, assassinos, animais sugadores de sangue, mas se eles forem realmente noturnos e asquerosos como se comportam tão bem com outros habitantes? Como a maioria é vista de dia? Como são considerados pela minoria populacional ‘’seres inferiores’’ os outros habitantes mais ignorantes não procuram saber mais sobre eles e preferem julga-los da maneira que achar mais conveniente.
Infelizmente uma dessas pessoas ignorantes, era Leonard, o grande governador de todos da assembléia e de toda a cidade mágica, porem, Leonard não é o soberano de todas as cidades, portanto nem todos os seres mágicos têm essa discriminação.
Os vampiros e Selfas eram tratados como seres normais, mas havia preconceito, comentários indesejáveis, olhares negativos, todos vão se afastando, mas a maioria das pessoas é contra esses pensamentos racistas, Sellene e Vênus, por exemplo, sempre foram contra isso, pois acham ser uma atitude irracional, mas para não causarem problemas com Leonard, patrão e soberano de Vênus, a velha mulher não permite que ela e Sellene tenham amizade com esses seres, mas sim trata-los com gentileza, respeito e igualdade e vivendo sempre leves e felizes com isso cientes de que fizeram suas partes esperançosas que um dia a população enxergue a verdade, Sellene achava que Vênus estava sendo exagerada, e não via nada de mal em ter um amigo vampiro, mas Leonard não achava à mesma coisa, o que podia fazer além de obedecer a Vênus e ignorar quando possível essas pessoas, que para Sellene, eram fascinantes e totalmente aproximáveis?
Sellene entrou devagar pela porta de pintura um tanto gasta, mas com defeitos quase invisíveis, por dentro, um belo salão, tinha um tapete vermelho e felpudo cobrindo o chão de madeira lustroso, as paredes pintadas de branco sempre impecáveis com varias portas e acessos, as portas eram feitas de material dourado, Sellene ao ver as portas brilhantes ficou extremamente surpresa, tudo mudara, os antigos quadros de santidades e de alunas excepcionais foram substituídos por novos, que mudavam de cor ainda mais intensamente.
Sellene estudava num colégio de meninas, de todas as idades desde seus sete anos, dirigido por Madame Bryana, à fundadora da escola, mas ela só foi diretora da escola pelos dois primeiros anos em que o edifício foi fundado, na realidade a mulher só passou a coordenar a escola novamente há dois anos atrás, Bryana disse que só ficou ausente antes porque teve que mudar-se para outra região pelo seu marido, que precisava ir a trabalho, mas este, depois de anos, resolveu se aposentar e voltar à antiga região, desde a volta de Bryana nada tem sido igual, a mulher mudou a escola toda, os uniformes e os costumes, Sellene nunca gostou nada disso, na verdade, tinha uma leve esperança de que Bryana saísse da escola e a antiga diretora voltasse, ou então, mudar para a academia de feiticeiros, a qual sempre admirou pela igualdade e sabedoria que o diretor ou diretora, quem quer que fosse, lidava com os alunos, e as matérias muito interessantes ensinadas, sempre quis, ao menos, entrar lá e fazer uma surpresa para seus amigos que estudavam naquela escola, claro que a garota não tinha amigos só na academia de Bryana.
Enquanto passava por todos os acessos e desviava das colegas procurando o salão principal onde todas as salas seriam organizadas, uma jovem, que aparentava não ter menos que 12 anos, seus longos cabelos loiros e escorridos desciam em seus largos ombros ela dera um sorriso amistoso e entregara um papel com alguns dizeres.
-Combinação das asasitas! (Exclamou)
Sellene quase pulou de felicidade, deu um grande sorriso satisfeito, asasitas era sua parte preferida de voltar às aulas desde que ela fizera dez anos, eram pequenos casulos esverdeados e amarelados que serviam como um pequeno ‘’apartamento’’ para passar a noite na escola, estudar em grupo e guardar os livros e material escolar, com apenas a força do pensamento as meninas decoravam tudo como quisesse havia o que elas precisavam incluindo uma cozinha, um quarto com dois beliches, um banheiro e uma salinha de estudos, todas achavam que só a sala de estudos já formava as asasitas, mas ficavam caladas, pois se Bryana quisesse deixar tudo mais arranjado que deixasse, melhor para elas, as meninas não queriam perder todo aquele luxo.
‘’Cara aluna:
A sala das asasitas encontrasse no penúltimo andar ao final do corredor na ultima porta,
Sua combinação é a seguinte:
19907
APROVEITE O ANO!
Madame Bryana. ’’
Sellene correu até a escadaria que levava ao penúltimo andar, o percurso durou mais de sete minutos, enquanto desviava das colegas e apertava o passo animado entre as portas e acessos dourados e cintilantes, sempre com o sorriso estampado no rosto ‘’Licença!’’ Pedia, ao entrar no meio dos pequenos ‘’feudos’’ que se formavam no corredor por algumas indesejáveis que tratavam as ‘’amigas’’ como escravas, algumas meninas daquela escola eram um pouco irritantes e exibidas, digamos assim, toda escola é desse jeito, sempre tem algumas ‘’abelhas rainhas’’ como Sellene costumava brincar ao se referir a uma menina do qual não gostava muito, mas a maioria das meninas eram colegas e amigas, Sellene não costumava ter muitos inimigos.
Ela finalmente chegou a uma velha escada com varias farpas, a menina escalou-as tomando cuidado para não espetar-se, finalmente o penúltimo andar, um corredor escuro e só com algumas velas aromatizadas e os retratos coloridos para iluminar o caminho, um tapete vermelho felpudo e varias passagens não douradas, mas sim prateadas, as paredes eram de eucalipto ainda verde e vivo.
A porta do corredor havia uma placa de ouro puro e uma letra grande e visível na escuridão:
SALA DAS ASASITAS:
Somente alunas dos dez aos dezoito anos e pessoal autorizado.
Sellene quase pulou de alegria, apertou ainda mais o passo na escuridão estava quase no meio do grande corredor, quando foi surpreendida por um puxão que quase a desmoronou.
A menina recuperou-se, como aquilo havia acontecido? Será que correra demais e acabara escorregando no tapete? Virou-se para examinar se ainda estava de sapatos, o puxão havia sido forte demais, mas ao perceber uma figura feminina alta, cabelos castanhos, pele rosada sem arranhões ou marcas e olhos azuis escuros, ela era muito bonita, usava o mesmo uniforme de Sellene, parecia um ano mais nova, e fitava-a intensamente com mais três meninas mais velhas que Sellene, uma tinha cabelos tão negros que tinham um brilho azulado pele branca como farinha e olhos amendoados de um jeito exótico, a outra tinha pele mais morena como açúcar queimado, cabelos longos e negros que chegavam quase aos joelhos, a ultima escondia-se atrás das demais, tinha cabelos castanhos, pele morena e olhos negros e assustados, Sellene olhou-as contrariada, quem eram as meninas daquele grupo?
-Ei! (Sellene repreendeu as meninas que a encaravam-na de leve) Por que fez isso?!
As garotas soltaram uma risada num tom debochado, Sellene logo viu que se tratava de mais meninas indesejáveis, mas por que estavam perseguindo-a? Elas nem se conheciam, será que estavam apenas entediadas e ela pareceu um alvo fácil para ser perseguido?
-Ops! (A menina loira olhou-a de um jeito provocador) Desculpe! Sabe como é... A gente tende de passar a ralé para o outro lado da linha, não é?
Sellene assustou-se.
-C-Como? (Sellene irritou-se ainda mais)
As garotas tornaram a rir sem demonstrar medo, ela deu um passo a frente ficando cara a cara com a menina que a insultou, resolveu, então, se acalmar e dizer.
-Bem... É... Eu... Desculpe-me se fiz algo contra você... Mas, o que fiz?! Por que você disse isso?!
O trio se entreolhou e soltou um risinho de deboche.
-Sei... Você deve ser a Sel... Serene? Sinto realmente pena de você. Aquela fadinha pobre e retardada pensa que é sua mãe, não? Hum... Meu tio trabalha dez setores a mais que sua fadinhazinha, deve ser por isso que temos tanta diferença, fazer o que não é?
Sellene ofendeu-se profundamente, a menina nunca teve motivos para dizer o que disse, e uma coisa que Sellene não tolerava era falar mal de quem ela gostava por trás dela ou mesmo em sua cara.
-Bem, não sei por que você esta fazendo isso! Mas, eu também tenho direito de ficar longe da ralé! Portanto fique longe de mim! É sorte sua estarmos em uma escola e eu só poder insultá-la de maneira tão fraca! Uma pena que você tenha que ficar acompanhada da sua turminha para falar com uma menina que você nem conhece! É uma pena que eu perca meu tempo aqui logo com você!
As quatro jovens silenciaram-se, Sellene olhava firmemente para o trio, queria deixá-las falando sozinhas, mas seus nervos não permitiram que ela se mexesse e fez com que ela ficasse encarando o grupo, ficaram encarando-se por alguns longos segundos que pareciam dias, os olhos de Sellene arregalaram-se, ela as encarava firmemente com uma expressão zangada, aprendera uma vez que olhar fixamente para alguém podia incomodar muito, o trio a encarava com olhar de superioridade, quanto tempo mais aquilo iria durar? Mas quando Sellene estava prestes a deixá-las encarando o nada, uma voz grave atingiu-lhe os ouvidos.
-Prezadas alunas, (Dizia a voz) Compareçam agora ao auditório principal para o inicio do dia, todas deverão encaminhar-se sem exceção! Obrigada.
Sellene fitou-as por mais um instante, por fim indagou.
-Com licença! Não preciso mais ficar olhando para a sua cara de menininha enjoada, pois ao contrario de você tenho mais o que fazer e não perco tempo metendo o narizinho grande demais na vida de outras pessoas! (Disse retirando-se indignada com Sissie a seu lado como sempre)


Última edição por mah_blackt em Sex Fev 22, 2013 2:50 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Fada negra:

Mensagem por mah_blackt em Seg Ago 20, 2012 7:42 pm

oi gente! Faz mt tempo que num posto nada, desculpem se ficaram esperando o resto da historia! Bem... Aqui está mais alguma coisa Embarassed Wink :

As garotas soltaram uma risada num tom debochado, Sellene logo viu que se tratava de mais meninas indesejáveis, mas por que havia a machucado? Elas nem se conheciam, será que estavam apenas entediadas e ela pareceu um alvo fácil para ser perseguido?
-Ops! (A menina loira olhou-a de um jeito provocador) Desculpe! Sabe como é... A gente tende de passar a ralé para o outro lado da linha, não é?
Sellene assustou-se.
-C-Como? (Sellene irritou-se ainda mais)
As garotas tornaram a rir sem demonstrar medo, ela deu um passo a frente ficando cara a cara com a menina que a insultou, resolveu, então, se acalmar e dizer.
-Bem... É... Eu... Desculpe-me se fiz algo contra você... Mas, o que fiz?! Por que você disse isso?!
O trio se entreolhou e soltou um risinho de deboche.
-Sei... Você deve ser a Sel... Serena? Sinto realmente pena de você. Aquela fadinha pobre e retardada pensa que é sua mãe, não? Hum... Meu tio trabalha dez setores a mais que sua fadinhazinha, deve ser por isso que temos tanta diferença, fazer o que não é?
Sellene ofendeu-se profundamente, a menina nunca teve motivos para dizer o que disse.
-Bem, não sei por que você esta fazendo isso! Mas, eu também tenho direito de ficar longe da ralé! Portanto fique longe de mim! É sorte sua estarmos em uma escola e eu só poder insultá-la de maneira tão fraca!
As quatro jovens silenciaram-se, Sellene olhava firmemente para o trio, queria deixá-las falando sozinhas, mas seus nervos não permitiram que ela se mexesse e fez com que ela ficasse encarando o grupo, ficaram encarando-se por alguns longos segundos que pareciam dias, os olhos de Sellene arregalaram-se, ela as encarava firmemente com uma expressão zangada, aprendera uma vez que olhar fixamente para alguém podia incomodar muito, o trio a encarava com olhar de superioridade, quanto tempo mais aquilo iria durar? Mas quando Sellene estava prestes a deixá-las encarando o nada, uma voz grave atingiu-lhe os ouvidos.
-Prezadas alunas, (Dizia a voz) Compareçam agora ao auditório principal para o inicio do dia, todas deverão encaminhar-se sem exceção! Obrigada.
Sellene fitou-as por mais um instante, por fim indagou.
-Com licença! Não preciso mais ficar olhando para a sua cara de menininha enjoada, pois ao contrario de você tenho mais o que fazer e não perco tempo metendo o narizinho na vida de outras pessoas! (Disse retirando-se indignada com Sissie a seu lado como sempre)
Capitulo quatro:
Quem é Fernanda?
Sellene já a frente de uma grande porta vermelha localizada no ultimo andar no segundo corredor à esquerda, pegava Sissie no colo e exclamava indignada.
-Eu nem a conheço! Como ela sabe o meu nome? Será que estão fofocando sobre mim?! Bem, se ofendi aquela menina ela também me ofendeu... Dane-se ela! Ah dane-se! Não estou certa Sissie?
Sissie a encarava com os olhinhos negros brilhando, fez sinal positivo com a cabeça, refletiu um pouco por fim concluiu:
-É realmente estranho, mas se ela fez isso com você é porque você fez algo com ela! Pense bem! E além do mais ficar reclamando para mim não ira leva-la a lugar algum! Não fique jogando essas maluquices humanas para cima de mim!
Sellene não lembrava de ter falado com a menina nas férias, nem no ano passado, seu rosto não era familiar, não lembra dela em alguns anos distantes na infância, não se lembra dela na escola de musica que costumava freqüentar por certo período para que possa treinar algum instrumento, nem na aula de dança cultural, nem em nenhuma ocasião, definitivamente, ela havia visto aquele rosto pela primeira vez.
-Não Sissie, não a conheço. (Concluiu)
Sissie franziu a testa e levantou as orelhas pensativamente.
-Bom, então devem realmente ter espalhado algum boato sobre você! (Concluiu Sissie) Ou ela queria se mostrar para as amiguinhas, ou o tio idiota dela contou a ela sobre você, ele deve conhecer Vênus, então essa garotinha tapada resolveu que iria te irritar com isso, por quê? Eu não sei! Vocês humanos são extremamente complicados!
-O que posso fazer para pararem?
Sellene depositou a cachorrinha no chão e se ajoelhou, tentando ao maxímo fitar o animal, Sissie por fim deduziu:
-Nada! (Disse fazendo com que Sellene se surpreendesse e desse um passo para trás) A verdade se revelará, imagine se você toma uma iniciativa desnecessária?
Sellene refletiu um pouco, no começo discordou, mas percebeu que Sissie tinha razão, a cadela olhava-a tentando encoraja-la.
-Sim, você esta certa! (Sellene agradou Sissie) É melhor entrarmos logo no salão, antes que alguém perceba que falta uma aluna!
O pequeno filhote balançou a cabeça com repugnância, Sellene não entendia os pequenos e grandes momentos de sabedoria de sua amiga, a menina abriu a grande porta vermelha, tão vermelha que parecia que sua pintura era feita de sangue fresco, ao entrar no salão surpreendeu-se ao perceber que tudo havia mudado as paredes brancas com colunas de mármore, o amarelo-dourado e sem uma sujeira, fotografias cintilantes nas paredes, um grande palco de madeira lustrosa, no centro, varias mesas redondas e brancas, o chão parecia um tabuleiro de damas, varias meninas estavam juntas sentadas em bancos almofadados que combinavam com as mesas.
-Está tudo novo! (Sellene exclamou satisfeita para Sissie) Pensei que tinham gastado tudo com a reforma dos corredores e as asasitas!
Sellene sentiu-se satisfeita deu um longo suspiro e procurou uma mesa vaga na imensidão de meninas, foi difícil achar, mas enxergou com o canto do olho uma mesinha bem no centro com quatro cadeiras, saltou rapidamente em direção ao objeto e conseguiu chegar a tempo antes que mais alguém consiga pega-las, sentou-se delicadamente, mas estava faltando alguma coisa, algo que não poderia faltar de jeito algum, que era vital Sellene olhou para os lados procurando alguém, mas não teve sucesso, olhou para Sissie que parecia mais interessada em sentir os diferentes aromas do ambiente e examinar as pinturas com seus olhos negros, mas algo surpreendeu a dupla.
-Sellene! Sellene! Olha para cá imbecil!
A jovem, confusa, virou-se rispidamente para trás, foi altamente surpreendida por uma figura alta, pele tão branca quanto a sua, cabelos castanhos, curtos e encaracolados, olhos azuis amendoados com a cor do céu, corria ao seu encontro seguida de outra jovem de estatura normal, loira, olhos negros e afastados, que seguia sua companheira vagarosamente, parando para amaldiçoar rapidamente uma menina da segunda serie que havia deixado um banquinho despercebido fora do lugar que quase a fizera cair.
Sellene levantou-se rapidamente e deu um longo sorriso para cumprimentar suas companheiras que chegavam cada vez mais perto, podia ver bem na imensidão branca e amarelo-ouro as figuras chegando bem perto e chamando a atenção de algumas colegas que as contrariavam ou apenas soltavam risos de deboche e voltavam a fofocar, a menina de curtos cabelos castanhos pulou nos braços de Sellene e as duas deram um abraço amigável, logo a de longos cabelos loiros alcançou as companheiras e também deu-lhe um abraço amigável um pouco mais curto, as meninas se sentaram, rindo e já conversando animadamente.
-Pensei que iriam faltar na primeira semana! (Exclamou Sellene agora se virando para a grande menina de cabelos castanhos curtos) Nem acredito que a Elisa saiu da cidade! O mais longe que eu fui foi ir ao quintal e voltar!
Elisa sorriu vitoriosa, ficava feliz em ter uma família grande e que moro longe da cidade, assim quando a garota queria poderia sair tranquilamente da região sem mais nem menos e trocar os ares, Vênus nasceu uma família em que tinha oito irmãos de idade aproximada para brincar, porém, cada um seguiu seu caminho separadamente Sellene só via seus ‘’tios’’ em grandes ocasiões.
A jovem de longos cabelos loiros virou-se para Sellene ignorando Elisa e sorrindo amigavelmente para a outra companheira.
-Você deve ter tido férias MUITO mais interessantes que as minhas! (Constatou) Sellene, Vênus jamais deixaria você ficar sozinha o dia todo! Com certeza ela deve ter te levado a lugares muito interessantes!
Sellene revirou os olhos, sim, sua colega tinha razão, todas as suas amigas intimas e conhecidas viajaram, e Vênus não queria que a garota se sentisse solitária, queria mandá-la para o sitio do Senhor Quenald, sétimo irmão de Vênus, mas o velho senhor faria uma longa viagem à procura de rins de fadeclops, criaturas de apenas um olho como fadas, obtêm transformação, porém são extremamente raras na região do pequeno sitio.
-Sabe Bárbara você tem razão! (Disse para a menina loira) Vênus queria me mandar para um sitio do sétimo irmão dela, mas meus tios também viajaram e eu tive que ficar por aqui, mas foi divertido! Tenho que admitir! Sissie ficou mais feliz pelo fato de eu ter passado a maior parte do meu tempo com ela.
Bárbara e Elisa eram grandes amigas de Sellene, se conheciam desde que a garota era pequena, as três amigas estudavam no grande colégio de fadas e se viam todos os dias, com exceção das férias, quando todas viajavam com suas famílias, Vênus e Sellene também viajavam, mas este ano, por certas complicações da velha senhora no trabalho, teve de se contentar com a cidade, mas isso não era problema, a cidade era impressionantemente divertida, vários centros comerciais e praças para visitar, vários bairros para conhecer e uma grande área verde na parte sul da cidade, onde a habitação não é muito intensa, é um bairro um pouco abandonado, estrada de terra, arvore de folhas vermelhas e secas e casas de aparência gasta deixavam o local sombrio, mas essa zona obtinha segredos fascinantes, uma vez, Sellene achou uma pequena pedra negra de pontas azuis cristalizada em uma rocha, queria levá-la para casa, mas a pedra havia caído de seu bolso no caminho e se perdido em meio à imensidão de areia, Vênus detestava que a garota pisasse na região sul, pois aquele bairro não parecia muito confiável, mas sempre que podia, Sellene passava um pouco pela região a procura de algo interessante.
Algo interrompeu as três amigas, uma voz gélida e grave que não foi muito bem vinda naquele momento de reencontro, a voz fez com que Elisa tremesse perdendo o equilíbrio e quase caindo do banco almofadado, logo as meninas perceberam que a voz vinha do grande palco, onde uma senhora pálida, estatura baixa e de palito amarelado, brilhantes, antiquados e ridículos sapatos de salto verdes escuro com penas negras que voavam ao vento, uma grande capa da mesma tonalidade dos sapatos presa em seu pescoço, seu cabelo castanho estava preso em um coque com enfeites de puro cristal, e presa em sua orelha direita, uma grande pena negra, quase azulada, em seus ombros um corvo azulado e de penas brilhantes com imensos olhos esbugalhados que pareciam enxergar tudo a sua volta.
-Silencio, por favor, senhoritas! (Pedia rispidamente) Eu disse SILENCIO, por favor!
Finalmente, todas calaram-se e fixaram a senhora parada em meio ao palco, mais de trezentas alunas presentes viraram-se para a mulher, ao lado do palco algumas meninas enfileiradas, as alunas novas do colégio eram sempre apresentadas uma por uma mesmo que isso demorasse horas, portanto quanto mais rápido começar mais rápido terminara.
-Eu, (Começou a mulher) Madame Bryana Turquez, a fundadora e diretora dessa academia para fadas e ninfas mor de nossa pacata cidade, declaro que as aulas começaram a partir de hoje, como sabem, todos os anos, varias tentam entrar em minha academia, porém muitas vezes, as tentativas são em vão, vocês pensam que só porque sabem escrever e fazer feitiços simples possa se dar bem aqui, mas terão que se esforçar muito para continuar em minha escola, mas como são senhoritas capazes, damas formadas e mulheres independentes se sairão muito bem comigo, senão podem dar adeus para suas colegas e se retirar, por favor, agora para começar o novo ano, iniciaremos apresentação das novas alunas.
-Vamos, (Disse Sellene brincando, porem parecendo irritada) Ela disse que podemos sair!
Bárbara e Elisa soltaram uma risadinha, porem odiavam Madame Bryana, a velha e popular senhora sempre foi detestada pela maioria das alunas do seu próprio colégio, mas é claro que não era uma boa estratégia dizer a elas cada uma dessas palavras para que se sintam bem-vindas, raramente uma menina gostava de Bryana, é claro que pelo menos ela deixava a escola sempre perfeita e impecável e se vestia de um modo, digamos, engraçado, os tamancos de penas negras faziam quase todos rirem.
-Agora (Continuou a mulher) Chamo a minha frente à nova aluna Aline Verencie, Beirem.
A jovem loira que aparentava não ter menos de dez anos, já vestia o uniforme da escola e se dirigia para uma mesa vazia no canto do palco.
-Joana Marquy! Ninfa Mor.
Joana se dirigiu timidamente junto a sua colega para o fundo do palco, seus cabelos castanhos voavam ao vento.
Ao ler o próximo nome, Bryana soltou um largo sorriso de satisfação quase maternal, olhou para as jovens enfileiradas e exclamou com prazer.
-Eduarda Logarentiz! De mais legitimo sangue!
A outra jovem loira dirigiu-se com um largo sorriso para o fundo do palco.
-Pelo menos elas parecem amigáveis! (Sellene exclamou para as colegas)
As meninas permaneceram caladas, Bryana continuou, mas desta vez o sorriso maternal voltou a habitar seus lábios ao ler o próximo nome, então respirou fundo e concluiu:
-Eu gostaria de dizer que, a próxima é um exemplo para todas vocês é com prazer que lhes apresento Fernanda Mazing!
Sellene fixou o olhar na garota, olhou-a bem, parecia familiar, mas era difícil enxergar daquele lugar derrepente apavorou-se, era a mesma que havia implicado com ela mais tarde, seus lábios formaram um sorriso gentil e delicado seus cabelos loiros estavam impecavelmente penteados ela agradeceu e sentou-se junto às outras, Sellene olhou-a bem, não podia ser ela, deve ter sido apenas ilusão, não, era ela mesma, ‘’ótimo!’’ Pensou Sellene, ‘’Ela é uma das preferidas de Bryana! Nem vou tirar as coisas da mochila, posso ser expulsa a qualquer momento!’’.
-Quero deixar claro, (Continuou Bryana) que espero que vocês sejam gentis com elas, pois apesar de algumas alunas imprestáveis elas terão futuro, a senhorita Mazing, por exemplo, vem de uma família nobre e espero que vocês a respeitem e a tratem gentilmente, caso contraria, tomarei providencias!
Sellene congelou se Fernanda se queixasse contra ela, com certeza Madame Bryana tomaria providencias assustadoras, mas talvez estivesse exagerando, talvez Fernanda tivesse até se esquecido da garota, Sellene não fez nada contra ela antes e ela não tinha motivos justos para fazer o que fez Fernanda não teria coragem de se queixar para Bryana apenas para encrencar sua colega, ou teria?
A menina deixou escapar um suspiro preocupado, Elisa percebeu que sua colega estava desconfortável.
-Sellene, o que foi? (Perguntou examinando a amiga de cima a baixo) Eu também não estou a fim de passar horas nesse caos cheio de gente ouvindo essa velha galinha cacarejar, mas fazer o que?
Sellene pos a mão no ombro de Elisa e cutucou Bárbara delicadamente para que pudesse chamar sua atenção, a garota logo se virou e fixou seus olhos negros em Sellene, que agora respirava mais profundamente e abaixando o tom de voz para que ninguém as ouvisse.
-Aconteceu uma coisa hoje na entrada, (Começou) Esbarrei com essa tal de Fernanda...
Capitulo cinco:
Professor Jonhatan.
Depois de contar o ocorrido a suas companheiras, tudo o que Fernanda fez e disse, Sellene afastou um pouco a cadeira e já ia sair para tomar ar fresco quando Elisa segurou firmemente seu braço.
-Não vão te deixar sair! (Ela disse com os olhos cansados por pensar em todas as alunas que ainda tinham de se apresentar)
Sellene sentou-se, Elisa tinha razão, enquanto Bryana não terminasse, ninguém saia ou entrava, era a antiga tradição do colégio, se chegar depois da apresentação, só entra no dia seguinte, um pouco injusto, mas Bryana queria assim e não adiantava contrariar.
-Não acredito que ela faz isso todos os anos! Se Vênus me deixasse faltar na aula hoje... (Sellene reclamou para as amigas) O lugar dela não é aqui, é atrás de uma parede sem som para que ela possa imitir seus rugidos de acasalamento horripilantes!
As companheiras riram, seria longa a espera, mas então Sellene afastou-se, voltou a pensar que Fernanda podia acabar com sua reputação, ela nunca havia sido mandada até a sala de Madame Bryana por ter feito algo inconveniente, não queria perder sua bolsa ou levar pontos negativos, a velha mulher até esquecia que ela existia, quando Sellene raramente encontrava Bryana no corredor e a cumprimentava, a velha senhora respondia assustada: ‘’Desde quando você estuda aqui?!’’, depois de algum tempo, Sellene parou de cumprimentar a diretora, tanto por que ela nem notava sua presença, e a garota queria deixar assim, não gostava de Bryana e não queria intimidade, mas também levar uma detenção não estava bem nos seus planos, portanto sua relação com a educadora estava ótima, mas podia também estar prestes a ser quebrada por uma novata maluca e sua gangue.
-Vocês ainda não me disseram nada sobre a Fernanda! (Disse preocupada) O que eu devo fazer?!
Elisa e Bárbara pensaram um pouco, refletiram bem a situação olhando para o horizonte, repentinamente Sissie pulou na mesa e sentou-se em frente à Sellene que se virou assustada para Elisa.
-Tary está aí com você? (Perguntou Sellene)
-Infelizmente não! (Respondeu Elisa desgostosa) Ele esta passando por uma fase meio difícil, sabe como é... Ele anda regurgitando demais, aquele pássaro estúpido!
Tary era o Ramitus de Elisa, uma ave bela e majestosa muito encontrada na cidade mágica de Miralinda, porém o Q.I de inteligência dessas aves é um pouco reservado.
Sissie empinou o nariz e exclamou raivosa.
-Quem liga para aquela ave estúpida?!
Sellene revirou os olhos a repugnância que Sissie tinha com Tary era extremamente engraçada, os dois não se suportavam, também por que Tary vivia lembrando Sissie de que ela era apenas uma cachorrinha qualquer e ele era uma nobre ave uma das mais belas de toda a dimensão mágica.
Sissie bateu na mesa com uma das patinha e começou a andar em círculos como se quisesse espantar algo, o trio soltou uma risadinha, mas a cadela as ignorou e parou novamente diante de Sellene.
-É simples o que você deve fazer... Esperar! Eu já disse!
Sellene encarou Sissie com ar de duvida e as outras a imitaram, o filhote suspirou irritado.
-Sellene! (Sissie repetia como se estivesse falando com uma criança pequena) Talvez ela nem se queixe de você para Bryana! Você precisa esperar para saber! Lembra o que eu disse na entrada do salão? Conclusões precipitadas...? Você pensa muito pouco e age muito depressa!
A garota concordou com a cabeça e Sissie continuou.
-É simples, tente resolver as coisas com ela! Algo deve ter acontecido! As pessoas não implicam com as outras por nada dessa maneira! Bem... Pelo menos eu acho!
Bárbara e Elisa balançaram a cabeça positivamente concordando com Sissie que estufou o peito.
-Ela tem razão! (Disse Bárbara para Sellene) Ficar preocupada nunca ajudou ninguém!
-E revidar também não vai ajudar em nada nessa situação! (Refletiu Sellene) Se isso continuar eu vou conversar com ela!
Todas concordaram e a menina passou o resto da apresentação conversando animadamente com suas amigas desviando o olhar de Bryana e pensando que ela tinha exagerado um pouco por causa de Fernanda e que o mais sábio a fazer seria relaxar e se divertir pelo resto do dia sem peso na consciência deixando que o tempo de a resposta para sua pergunta: ‘’ Será que Fernanda vai usar sua vantagem com Bryana para me encrencar?’’

Havia se passado uma hora e cinqüenta e oito minutos, a apresentação finalmente estava no final faltavam apenas três alunas para serem apresentado, Sellene perdeu a conta de quem já havia sido chamado, mas sabia que esse ano havia menos meninas que o ano passado cuja apresentação durou quase quatro horas, mas ficou aliviada em saber que as vagas estão se esgotando e que no ano que vem menos meninas serão chamadas ao palco.
O sinal da primeira aula bateu todas se levantaram devagar das cadeiras e fixaram o palco, repentinamente, uma a uma às paredes se transformaram em listas com horários e localizações exatas e detalhadas, as paredes brancas agora estavam cheias de dizeres, as meninas se aglomeraram descontroladamente para enxergar seu destino escolar.
Os gritos e berros das alunas ecoavam por todos os cantos do grande salão, meninas pisoteavam umas as outras e nem Bryana nem zeladores e nem professores conseguiam conte-las por muito tempo, estava cada vez mais difícil respirar e se mover naquele caos, com muito esforço, Elisa saltou o mais alto que pode na multidão, a tentativa foi vaga, porem, as garotas foram obrigadas a dar espaço para Elisa, e esse pequeno buraco em meio às garotas fez com que Sellene conseguisse se infiltrar em meio às pernas, como Bárbara tinha estatura um tanto baixa, conseguiu com mais facilidade.
Parando em meio ao mar de pernas, Bárbara conseguiu enxergar os horários e a localização da sala desse ano, tirou um papel amassado e sujo do bolso da saia azul com dificuldade espremendo-se, esticou um dedo em direção ao papel e repentinamente às palavras começaram a surgir, Bárbara começou a copiar os horários tentando não cair e ficando dura evitando o impossível: tremer e cambalear levou cerca de quatro minutos para terminar, sacrificou-se mais uma vez no mar de pernas, depois de alguns segundos, Elisa conseguiu enxergar Bárbara e esticou a mão para que a amiga pudesse alcançá-la, Sellene segurou Elisa com força para que ela não caísse, mas teve de se esforçar para não cair também.
As companheiras se afastaram com dificuldade do tumulto atropelando muitas colegas e professores até finalmente chegarem á porta vermelha que dava para a entrada e saída do salão, saíram apressadamente e chegaram ao corredor que estava praticamente deserto, um lugar seguro longe da correnteza de meninas.
-Meu Deus! (Exclamou Elisa assustada) Não acredito que conseguimos!
Sellene se apoiou no ombro da amiga e quase a derrubou.
-Pelo menos estamos vivas! (Exclamou Sellene recuperando o fôlego)
Bárbara pigarreou levemente, estendeu o papel rasgado na frente das amigas, elas deviam estar na sala de aula há muito tempo.
-Desculpem! (Disse Bárbara) Não consegui fazer uma letra muito boa, e acho que borrou um pouco.
As duas colegas sorriram em direção de Bárbara que ofegava levemente, sua face estava coberta pelo suor.
-Valeu Bárbara! (Exclamou Sellene) Você é demais! Foi muito bom!
-É! (Ofegou Elisa) Foi mesmo!
Bárbara sorriu orgulhosamente, mas logo ficou seria, leu o papel, borrado, porém legível, mais uma vez, e fez sinal para que as outras a seguissem, correndo o mais rápido possível, as garotas atravessaram o corredor albino deixando que seus pés exprimidos pelos sapatos flutuem levemente pelo carpete vermelho felpudo, às vezes até cobrindo os olhos, pois o brilho vindo das grandes portas douradas era às vezes ofuscante demais para olhos nus, abrindo espaço entre as meninas ‘’sobreviventes’’ da lotação no grande salão, cada vez mais garotas surgiam no corredor e acumulavam-se nas portas.
Algumas meninas mais velhas corriam com tanta violência que derrubavam as menores que acabavam ficando para trás, Sellene quase derrubou uma garotinha que aparentava oito anos que entrara em sua frente, depois de se desculpar e ouvir Elisa chamar: ‘’Ande logo, idiota!’’ Sellene saiu em disparada, por subir ao seu sétimo ano de magia, já era um pouco mais respeitada pelas meninas do décimo (Formadas em magia de primeiro grau, digamos assim), as mais velhas, as meninas mais experientes que habitavam os corredores mais altos que Sellene tanto detestava, elas achavam que podiam empurrar e humilhar as garotas menores sempre que quisessem, a garota as evitava e algumas vezes discutia com elas, mas não arrumava confusão para não quebrar a simpatia com Bryana.
Finalmente o ultimo andar onde se localizava a sala em que Sellene e suas companheiras passariam pelo menos uma hora por dia, as portas douradas refletiam a luz solar, desviando da multidão, as meninas pararam em um canto do corredor onde o movimento não as alcança-se, lentamente, Bárbara pegou o papel amassado de seu bolso infiltrado na sua saia azul conferindo se aquele era o destino certo, Elisa logo cutucou a colega.
-Então? (Perguntou) Qual é a nossa sala? Fale logo!
Bárbara leu vagarosamente alguns dizeres, não conseguia entender nada, pareciam apenas rabiscos.
-... Não consigo entender! Está em outra língua! (Afirmou com decepção)
Sellene se juntou mais a dupla, conseguiu enxergar apenas algumas letras, chegou mais perto e afastou-se, também não sabia que língua era aquela.
-Estranho! (Disse Elisa) Como vamos achar nossa sala?! Mais cinco minutos e levaremos uma advertência do professor!
As meninas silenciaram-se tentando achar uma solução, checaram novamente às instruções do papel era mesmo aquele corredor, naquela devida hora, será que Bárbara anotou as informações erradas ou fez uma letra ilegível? Não podiam usar magia para se transportar, além de não fazerem idéia de como realizar esse perigoso feitiço se pensarem em algum outro lugar que seja o oposto do que queriam daria muita confusão.
Não podiam ler a mente de professores ou outros funcionários para descobrir, pois era proibido, invadir a mente de alguém sem licença é um crime e tem uma punição, invadir a mente de uma pessoa é perigoso, pode deixá-la atordoada por horas, faze-la desmaiar por dias, ou meses, podia fazer com que a pessoa nunca mais seja a mesma basta mexer em um pensamento errado, pode também modifica-los, as pessoas que arriscaram esse truque disseram que é divertido e que bisbilhotar na mente de uma pessoa é mais interessante que parece.
Derrepente Sellene percebe que outras meninas que aparentavam mesma idade pareciam perdidas e desorientadas, provavelmente estavam tentando resolver o mistério.
O tempo estava se esgotando, derrepente surge da segunda porta a esquerda do corredor um homem de terno azul safira, sapatos negros e brilhantes, cabelos negros e muito curtos e olhos acastanhados e claros, parecia que usava lentes e apenas sua cabeça saia da porta, seu corpo permanecia do lado de dentro da sala, fixando-as, contrariadas as alunas se silenciaram.
-O que estão fazendo aí?! (Adicionou com sua voz grossa)
As garotas entreolharam-se, aquele seria um funcionário? Mas como? O único homem que havia naquela escola de jovens meninas era o zelador, estressado, porém de muitos momentos agradáveis, Madame Bryana não tolerava que o sexo feminino trabalhe na sua escola de um jeito que ela considerava ‘’sujo’’, Sellene era totalmente contra, ela tinha uma lista mental de coisas que tornavam Bryana insuportável e suportável, e essa atitude estava na lista ‘’negra’’ digamos assim, Sellene pensava que pelo menos ela se vestia de um modo hilário e que era apenas uma velhinha meio caduca.
Todas estavam caladas e imóveis, não conseguiam perguntar aquele homem se ele poderia, por favor, ajuda-las, mas talvez não fosse um trabalhador e sim um pai visitando o colégio para matricular sua filha, será que era melhor expulsa-lo de suas mentes e ignora-lo, ou não.
-Andem logo! (Disse novamente impaciente) O que as senhoritas estão fazendo aqui quando deveriam estar nas salas de aula?!
Todas chacoalharam as cabeças, aquele era um professor? A detestável Bryana nunca deixaria um homem fazer esse tipo de trabalho, todas se atrapalharam ao falar, haviam mais de vinte e oito meninas no corredor em frente ao misterioso estranho, derrepente, uma garota de cabelos castanhos e olhos orientais deu um passo a frente.
-Es-estamos perdidas! Não sabemos onde é nossa sala!
O homem levou à mão a cabeça num sinal de desaprovação e impaciência.
-Alguém anotou os horários? (Perguntou com um tom que fez com que todas corassem)
Sellene cutucou Bárbara delicadamente, a amiga foi em frente ao homem e entregou-lhe o papel rasgada, mas legível isso ajudaria, ele pegou o papel das mãos de Bárbara lentamente, ao ler as instruções deu um pequeno sorrisinho e voltou ao seu tom serio natural.
-Todas vocês! (Ele ordenou) Entrem! Estão na minha sala!
As meninas se arrepiaram, mas tiveram de obedecer àquela figura autoritária, todas perceberam, em cima da porta dourada, os dizeres quase invisíveis em uma placa minúscula de bronze, eram os mesmos dizeres do horário, não tinha engano, Sellene engoliu um seco derrepente, ela e Elisa, viram o professor devolver rudemente o papel para Bárbara.
-Precisa melhorar a cartografia! (Disse)
A garota loira cerrou os dentes, logo que encontrou as colegas disse entrando na sala em voz baixa:
-Melhorar a cartografia?! Tente escrever com um bando de histéricas idiotas arrastando você para ser pisoteada! (Sussurrou irritada)
As companheiras sentavam-se na grande mesa de madeira tripla na segunda fileira no terceiro lugar, as três sentaram-se juntas naquela sala estranhamente silenciosa e escura, mal dava para ver a cor das paredes, mas Sellene teve certeza que eram da cor marinho, as cadeiras e mesas escuras o chão xadrez e em frente um grande quadro negro e a mesa do professor cheia de papeis e em frente a ele um grande gato amarelo a única coisa que deixava aquele lugar claro eram as grandes persianas espalhadas pela sala.
Com um instalar de dedos as persianas fecharam-se tudo estava em plena escuridão.
-Bom dia! (Disse novamente com voz grave) Deixando para trás o inconveniente erro de vocês, meu nome é professor Jonhatan Valmir (As palavras que ele dizia surgiam sozinhas no quadro negro) ensinarei fisionomia dos seres! (Jonhatan se animou um pouco) Não é divertido?
Sabiamente as alunas permaneceram em silencio total, Sellene soltou um risinho, talvez Bryana tenha parado com seu ‘’feminismo’’ e deixado um professor maluco dar aula para suas futuras damas, ou a velha senhora finalmente tenha mudado ou apenas batido a cabeça em uma pedra, derrepente a garota da mesa da frente olha para trás exibindo seus lindos olhos azuis, a menina levemente ruiva sorriu para Sellene que retribuiu.
-Helena! (Sellene sussurrou alegremente) Oi, que bom que você está nessa turma!
Bárbara e Elisa sorriram amigavelmente em direção a Helena, era outra amiga de Sellene, elas sempre se encontravam, mas como as outras, se separavam nas férias.
-A gente não se vê desde as férias! (Exclamou Helena) Viajou para algum lugar esse ano?
-Infelizmente não! (Disse a garota ainda sorrindo) Vênus estava com o orçamento apertado! Sabe como é! Bom, é melhor conversarmos outra hora! Não quero atrair a ira dessa criatura no primeiro...
Sellene foi interrompida pela mesma voz grosso que ela conheceu há pouco tempo.
-Senhoritas, com licença! (Ordenou o professor) Estou tentando trabalhar aqui...
Jonhatan parou instantaneamente ao ver o rosto de Sellene fixando-o com os olhos arregalados e abriu um grande sorriso esbranquiçado.
-Senhorita Blaquet! (Exclamou satisfeito) Que bom que está nessa turma de fisionomia! Espero muito de você este ano! Portanto não me desaponte!
Sellene mexeu a cabeça positivamente e confusa voltou a encará-lo de olhos arregalados, Jonhatan voltou a ficar serio e dirigiu-se para sua mesa passando as coordenadas para as novas alunas que encaravam Sellene, curiosas.
-O que estão olhando?! (Jonhatan esbravejou impaciente) Eu estou aqui!
Todas se voltaram para o homem assustadas, principalmente Sellene, Elisa que estava ao lado da amiga perguntou disfarçadamente enquanto ele estava distraído examinando os livros.
-Ei, (Sussurrou) Você conhece ele?
Olhou para a companheira e balançou a cabeça negativamente e então voltou a fixar Jonhatan.
-Não! (Sussurrou) Deve ter sido avisado de que sou uma boa aluna ou coisa assim, mas é obvio que não foi por Bryana!
Bem queridos amigos, deixo-os aqui pensando e pensando e pensando, espero q gostem! Cool
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